Um passeio rápido pelo Cais do Sertão, no Recife

Minha viagem para Pernambuco foi no finalzinho de abril e eu até já dei algumas dicas aqui, mas… Senti necessidade de falar (antes tarde do que muito tarde, né) sobre um lugar que especialmente chamou minha atenção: o Museu Cais do Sertão!

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Coachella 2017: Tendências & Inspirações

O Coachella é um festival de música e arte que acontece todo ano na Califórnia, no Coachella Valley (a gente contou sobre ele aqui). A verdade é que para as fashionistas, o Coachella poderia ser considerado um “trend festival”, porque é só observar o estilo da galera para saber o que estará nas lojas nos próximos meses.

Esse ano são esperadas algumas tendências novas, mas sempre com aquela pegada boho do tipo essa-mistura-de-coisas-acaba-ficando-mega-estilosa ou então parece-que-não-gastei-nada-com-esse-look-mas-deixei-as-calças.

(Estou super brincando, ok? Eu amo o estilo boho por ser super confortável e ter menos regrinhas,mas o pessoal dá uma exagerada braaaaaba)

Bijus no pescoço, nos braços, nas pernas e onde mais você quiser

Como bijus leia-se também as flash-tattoos, que ainda permanecem como tendência forte no festival. A ideia é uma vida com menos regras, então as correntes podem ser penduradas onde a pessoa bem entender. Confesso que fiquei confusa em como colocar uma pulseira (ou cordão, nem sei) de coxa, mas segue o jogo.

Lingerie a mostra

Essa não é uma tendência muito nova e muito menos específica do Coachella. Eu sempre me perguntei porque a gente não podia sair na rua com as lingeries, porque é cada uma mais linda que a outra e dá pena de deixar escondido. Pois bem, agora não só podemos como devemos (e elas estão ainda mais lindas).

Tecidos, muitos tecidos

Saias longas, pantalonas, o que mais você quiser. A ideia não é cobrir as pernas, mas dar fluidez. O festival dura o dia inteiro, então conforto é imperativo. O único problema é a poeira que sobe por lá, já que o festival acontece num lugar desértico. Vale apostar nas mídis, hein? #mudandoatendencia

Tranças, coquinhos e cabelos despenteados

Não sei vocês, mas por um bom tempo Coachella para mim era sinônimo de coroa de flores e chapéus estilosos. Só que isso não traz conforto (quem usa sabe: uma hora cansa e você quer jogar fora) e não é a ideia do festival. Então a tendência desse ano é abusar das tranças e dos coquinhos com aquele ar despretensioso.

 

Infelizmente, eu não vou ao festival esse ano, mas sei que a Rosa Chá está com uma coleção chamada “Festivals” só com looks nessa linha. Vale visitar o site e dar uma olhada! 🙂

Contagem regressiva para o Coachella 2017!

Faltam pouquíssimos dias para um dos festivais mais descolados do mundo: o Coachella. Em sua edição de 2017, o público vai curtir, dentre muitas atrações incríveis, shows de The XX, Bon Iver, Lorde, New Order, Future Islands e os headliners Radiohead, Kendrick Lamar e Lady Gaga (que entrou no lugar da Beyoncé após o anúncio de sua gravidez). Com ingressos variando entre U$399 e U$899 (UUUUIIIII – e mesmo assim estão esgotados, ok?), o festival se consolidou como um dos mais cools do mundo. Sabe aquela história de lançar tendências e tal? Então. Maaaas, senta aqui que eu vou te contar um pouco mais sobre ele.

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Pra começar, o nome completo do festival é Coachella Valley Music and Arts Festival e ele, como o próprio nome sugere, ultrapassa as fronteiras do mundo da música, sendo uma importante referência para o mundo da moda, da arte e do lifestyle americano (que acaba inspirando estilos de vida no mundo todo). O festival é realizado na Califórnia, em  um estádio de polo (Empire Polo Club), aquele esporte dos cavalinhos, rsrs. São mais de 12hrs de shows (vai de 11h até 0h30) em dois finais de semanas idênticos (as mesmas atrações que tocam numa sexta, tocam na outra sexta, por exemplo).

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Tudo começou em 1993, com um show do Pearl Jam no tal Empire Polo Club. É que perceberam que o local era excelente para receber grandes eventos e aí Paul Tollett e Rick Van Santen resolveram fundar o Coachella, que ganhou força em 1999 com os headliners Beck e Rage Against the Machine. Na época os ingressos custavam só U$50 por dia… Em 2007 o festival passou a ser realizado em 3 dias e, em 2012, os organizadores resolveram fazer esse esquema de finais de semana gêmeos.

Essa pessoa que vos escreve nunca foi (U$399 dói demais, né), mas morre de vontade de ir. Quem sabe ano que vem… Vamos juntos?

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imagens: site do Coachella

Dia Internacional do DJ – Shift 2 entrevista DJ Flávia Xexéo

No dia 9 de março é comemorado internacionalmente o Dia do DJ. Para celebrar a data, que sempre vem em seguida ao Dia Internacional da Mulher, nada melhor do que uma entrevista com uma DJ mulher que ARRASA nas pistas e que já é veterana nos toca-discos: a maravilinda Flávia Xexéo.

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Ela foi minha professora na Eletrobase (minha saga já narrei para vocês aqui) e a gente bateu um papo super legal para contar pra vocês um pouco da vida dela como DJ:

S2: Como e quando você resolveu que queria ser DJ? Como aprendeu a tocar?

FX: Resolvi ser DJ por influência dos meus amigos. Muitos eram produtores de festas na época e eu já estava nesse meio. Além disso, meus irmãos que moravam nos EUA me traziam muitas músicas, muitos CDs. Na época não tinha isso de baixar música, você tinha que comprar os CDs e se você tinha acesso às músicas, se destacava. Com isso eu criei um acervo grande e isso era um diferencial muito importante. Meus amigos então falaram: ˜Você tem muita música, você tem bom gosto musical.. toca na minha festa!” e foi assim que começou, sem pretensão. Era divertido, eu gostava da noite, das festas, meus amigos todos queriam estar… Aprendi a tocar no CD com esses meus amigos, com a Eletrobase e minha carreira alavancou. Depois de anos resolvi escolher ser só DJ, porque eu conciliava com a faculdade [a Flávia é formada em Educação Física] e trabalhava com meu pai no restaurante dele. Depois que me formei na faculdade passei 1 ano fora do Brasil. Quando voltei, decidi ser só DJ e investi tudo na minha carreira, comprei equipamentos, vinil, etc… e aí a história mudou de configuração.

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Acho que cada DJ tem o seu diferencial e coloca seu talento conforme a natureza dele. A forma como ele pratica em casa é a forma como ele vai expor aquilo pro mundo. Se ele não praticar, não vai expor nada e vai morrer no mercado.

S2: Quais são suas inspirações musicais?

FX: Nunca tive uma inspiração por algum DJ. Tenho influência dos meus amigos e sigo meus gostos musicais. Eu gosto muito de hip hop. Os anos 90 são tidos como a “Golden era” no mundo do hip hop. Foi quando os principais artistas estouraram e era uma música melhor que a outra. Eu ficava muito envolvida nesse universo do hip hop. Por isso que hoje eu sou considerada “DJ de hip hop”, realmente circulei muito nesse universo, principalmente dos EUA. Sempre tive esse laço com o hip hop americano. Hoje em dia a gente vê uma grande evolução do hip hop mundial, mas os americanos ainda dominam a cena. Só que nunca me inspirei em ninguém para tocar; sempre procurei ficar nas minhas criações. Acho que cada DJ tem o seu diferencial e coloca seu talento conforme a natureza dele. A forma como ele pratica em casa é a forma como ele vai expor aquilo pro mundo. Se ele não praticar, não vai expor nada e vai morrer no mercado. Inspiração mesmo foram as carreiras bem-sucedidas dos amigos e eu mesma vi que tinha potencial praquilo, até por ser uma das primeiras mulheres do Rio de Janeiro a tocar, em estar nas noites da Zona Sul.. Isso me inspirava a continuar nesse caminho e buscar meu diferencial.

S2: Quais foram seus melhores momentos na carreira? E a maior dificuldade?

FX: São tantos momentos bons, cada um com sua particularidade. Um dos meus melhores momentos foi quando minha mãe me emprestou dinheiro para eu comprar meu equipamento e isso foi uma conquista muito grande. Eu sei a dificuldade que é; dou aula e escuto meus alunos falando que não têm condição de comprar e eu tive esse privilégio da família abraçar a causa. Minha mãe comprou meu primeiro equipamento, depois com meu trabalho eu consegui pagar de volta. Outra coisa boa é quando você começa sua carreira e sonha que seu trabalho atinja determinado lugar e quando comecei tinham várias boates e festas que eu sonhava em tocar. Achava que era algo muito distante, mas consegui tocar em todas as festas que eu queria. Então são muitos melhores momentos… Outro exemplo foi quando em 2010 eu fui convidada pela Nike para fazer uma viagem para NY com uma equipe muuuito boa da indústria da música e com uma equipe de basquete do RJ patrocinada pela Nike. Foi o World Basketball Festival, realizado lá em NY. Foi algo que nem sonhei e conquistei. São muitos bons momentos… Até o fato de estar casada hoje com um cara que eu sempre fui apaixonada na minha época de adolescente, que eu ia pra noite e paquerava (o DJ Saci).

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DJ Flávia Xexéo e DJ Saci (meus professores na Eletrobase, junto com o DJ Lulinha)

Sobre as dificuldades… esse ano completo 14 anos de carreira e posso dizer que tive muita sorte. Tudo eu consegui. Algumas  coisas eu consegui mais fácil, outras com um pouco mais de trabalho, mas as coisas foram bem tranquilas pra mim, porque eu comecei onde ninguém começou. Tinha muito homem DJ no universo do hip hop, mas mulher não e acabou que me destaquei. Foi um conjunto de fatores: ciclo de amizades, ser mulher, talento, beleza… uniu tudo e deu certo. A galera das festas sempre me chamava, porque já tinha muito homem. Naquela época as festas começavam a ganhar a configuração de ter mais de um DJ tocando e eu peguei essa onda e acabava sendo um diferencial por ser mulher.

Antigamente as pessoas iam pra noite para escutar músicas diferentes. Hoje em dia elas vão pra noite pra escutar músicas que elas escutam em casa. 

S2: Como você avalia o cenário brasileiro?

FX: Me sinto mais a vontade para falar sobre o cenário carioca. O RJ se tornou uma cidade muito mais turística… as noites, os bares, as festas, estão com muito público de fora. Não falo nem de estrangeiros, mas turistas brasileiros mesmo. Com isso você acaba tornando a noite muito pop, comercial, porque pra atender todo mundo você precisa ver o que vai agradar e o Brasil é uma mistura só. A gente até vê o sertanejo dominando, o funk… Então as noites do Rio estão se tornando uma coisa só. As festas tocam as mesmas músicas, muda uma coisinha ou outra, mas sempre tem o DJ que toca de tudo, o funk no final… A cena eletrônica praticamente não existe, são festivais isolados. Não existe mais boate em que você tem uma programação em que cada dia da semana é de um estilo. Isso acabou. Você não consegue ver uma boate de conceito no Rio de Janeiro, todo mundo toca de tudo. E eu me incluo nesse cenário como uma DJ que toca de tudo. Não dá mais para querer segmentar senão você não terá trabalho. É muita gente, é muita concorrência, é muita panelinha… Antigamente as pessoas iam pra noite para escutar músicas diferentes. Hoje em dia elas vão pra noite pra escutar músicas que elas escutam em casa. Fico um pouco triste, porque se eu for pensar no que vivi na minha época… queria voltar pra lá!

S2: Que dica você dá para quem está começando?

FX: Bom, infelizmente acima de qualquer técnica, quem está começando tem que ser muito bem relacionado no meio. É muito difícil hoje você ser um bom DJ, tocar muito bem e estar no cenário se você não se relacionar, não fizer lobby, não ir nas noites, não fazer contato, não pedir coisa pra alguém. Ninguém consegue sozinho. Você tem que fazer social, ir pra noite, correr atrás de ser bem relacionado, tem que ir pra pista e entrar no circuito e trabalhar muito bem as redes sociais. Tem que ter conteúdo, saber postar, investir nas suas redes, no visual e investir na carreira tecnicamente. Você tem que saber tocar tecnicamente bem também para não desaparecer senão vai vir outro que sabe tocar. Tem que ter esse pacote completo e muitas vezes a pessoa não se encaixa nesse perfil e ninguém fala isso pra ela. Tem que ter uma autocrítica muito forte nesse momento e pensar: “eu nasci pra fazer isso?”

 

Bom, quem já viu a Flavinha tocar sabe que ela nasceu pra fazer isso. Parabéns pelo dia do DJ pra ela, pra mim e para todos aqueles que conhecem o prazer de fazer uma pista ferver.

#sóosomsalva

Retrospectiva musical de 2016

Final de ano é marcado por retrospectivas e em 2016 aconteceram várias coisas que a gente gostaria de esquecer, né? Maaaas… musicalmente falando, até que o ano foi bom! Vamos relembrar?

(aumenta o som!)

Tivemos o casal Rihanna e Drake mostrando pro mundo como é que se dança sensualmente…

 

Tivemos Drake, né, mores!

 

Tivemos Justin Bieber deixando de ser um guilty pleasure e passando a ser somente pleasure, haha

 

Calvin Harris e Taylor Swift se separaram e na briga teve polêmica com a música que ele gravou com a Rihanna e que teria sido escrita por Taylor…

 

Tivemos The Chainsmokers grudando música nas nossas cabeças…

 

Jorge e Mateus sossegaram…

 

Maiara & Maraisa pensando no dinheiro no meio de drama amoroso…

 

 

Aliás, a mulherada sertaneja ficou numa sofrência só…

 

 

 

Tivemos um tal de taca, taca, taca, taca

 

E um tal de malandramente também…

 

Tivemos a Ludmilla falando pra todo mundo o que é bom mesmo…

 

Tivemos Anitta lançando música com o crush…

 

Enquanto isso nosso eterno crush Justin Timberlake colocava todo mundo pra dançar!

 

Falando em não conseguir ficar parado, o que dizer de Bruno Mars?

 

Tivemos Céu, Mahmundi, Jaloo e Silva enchendo a gente de orgulho da nova geração da música brasileira…

 

 

 

 

Por falar em música brasileira, tivemos Anavitória colocando o Tocantins no mapa musical…

 

Na cena eletrônica tivemos o Martin Garrix sendo eleito o melhor DJ do mundo pelo polêmico ranking da DJ Mag

 

Também tivemos o Brasil arrasando com Alok, Vintage Culture, Felguk e FTampa compondo os line ups dos melhores festivais de música eletrônica do mundo!

 

 

 

 

E tivemos Kungs embalando nossos dias ensolarados e noites quentes…

 

Dançamos muita música latina também!

 

 

Apesar de tantas alegrias, infelizmente tivemos muitas perdas importantes no mundo da música em 2016… David Bowie (janeiro), Prince (abril), Billy Paul (abril), Leonard Cohen (novembro), RIP!

 

 

 

 

Mas… Não vamos deixar a tristeza tomar conta! Sabemos que ídolos da música são imortais e deixam um legado para várias gerações! Né, Elvis?

 

Que venha 2017!

Com a palavra, Madonna

Estou aqui em frente a vocês como um capacho. Quer dizer, como uma artista feminina. Obrigada por reconhecerem minha habilidade de dar continuidade à minha carreira por 34 anos diante do sexismo e da misoginia gritante, e do bullying e abuso constante.

As pessoas estavam morrendo de AIDS em todos os lugares. Não era seguro ser gay, não era legal ser associada à comunidade gay. Era 1979 e Nova York era um lugar muito assustador. No meu primeiro ano [na cidade] eu fiquei sob a mira de uma arma de fogo, fui estuprada num terraço com uma faca na minha garganta e tive meu apartamento invadido e roubado tantas vezes que parei de trancar as portas. Com o passar do tempo, perdi para a AIDS ou para as drogas ou para as armas quase todos os amigos que tinha. Como vocês podem imaginar, todos esses acontecimentos inesperados não apenas me ajudaram a me tornar a mulher ousada que está aqui, mas também me lembraram que sou vulnerável, e que na vida não há segurança verdadeira exceto sua autoconfiança.

Eu me inspirei, é claro, em Debbie Harry e Chrissie Hynde e Aretha Franklin, mas meu muso verdadeiro era David Bowie. Ele personificava o espírito masculino e feminino e isso me agradava. Ele me fez pensar que não havia regras. Mas eu estava errada. Não há regras se você é um garoto. Há regras se você é uma garota. Se você é uma garota, você tem que jogar o jogo. Você tem permissão para ser bonita, fofa e sexy. Mas não pareça muito esperta. Não aja como você tivesse uma opinião que vá contra o status quo. Você pode ser objetificada pelos homens e pode se vestir como uma prostituta, mas não assuma e se orgulhe da vadia em você. E não, eu repito, não compartilhe suas próprias fantasias sexuais com o mundo. Seja o que homens querem que você seja, e mais importante, seja alguém com quem as mulheres se sintam confortáveis por você estar perto de outros homens. E por fim, não envelheça. Porque envelhecer é um pecado. Você vai ser criticada e humilhada e definitivamente não tocará nas rádios.

Eventualmente fui deixada em paz porque me casei com Sean Penn e estava fora do mercado. Por um tempo eu não fui considerada uma ameaça. Anos depois, divorciada e solteira, fiz meu álbum ‘Erotica’ e meu livro ‘Sex’ foi lançado. Eu me lembro de ser a manchete de cada jornal e revista. Tudo que lia sobre mim era ruim. Eu era chamada de vagabunda e de bruxa. Uma das manchetes me comparava ao demônio. Eu disse ‘Espera aí, o Prince não está correndo por aí usando meia-calça, salto alto, batom e mostrando a bunda?’ Sim, ele estava. Mas ele era um homem. Essa foi a primeira vez que eu realmente entendi que mulheres não têm a mesma liberdade dos homens.

Eu me lembro de desejar ter uma mulher para me apoiar. Camille Paglia, a famosa escritora feminista, disse que eu fiz as mulheres retrocederem ao me objetificar sexualmente. Então eu pensei, ‘Se você é uma feminista, você não tem sexualidade, você a nega’. E eu disse ‘Dane-se. Eu sou um tipo diferente de feminista. Sou uma feminista má’.

Eu acho que a coisa mais controversa que eu já fiz foi ficar aqui. Michael se foi. Tupac se foi. Prince se foi. Whitney se foi. Amy Winehouse se foi. David Bowie se foi. Mas eu continuo aqui. Eu sou uma das sortudas e todo dia eu agradeço por isso. O que eu gostaria de dizer para todas as mulheres que estão aqui hoje é: Mulheres têm sido oprimidas por tanto tempo que elas acreditam no que os homens falam sobre elas. Elas acreditam que elas precisam apoiar um homem. E há alguns homens bons e dignos de serem apoiados, mas não por serem homens, mas porque eles valem a pena. Como mulheres, nós temos que começar a apreciar nosso próprio mérito. Procurem mulheres fortes para que sejam amigas, para que sejam aliadas, para aprender com elas, para as inspirem, apoiem e instruam.

Estou aqui mais porque quero agradecer do que para receber esse prêmio. Agradecer não apenas a todas as mulheres que me amaram e me apoiaram ao longo do caminho; vocês não têm ideia de quanto o apoio de vocês significa. Mas para aqueles que duvidam e para todos que me disseram que eu não poderia, que eu não iria e que eu não deveria, sua resistência me fez mais forte, me fez insistir ainda mais, me fez a lutadora que sou hoje. Me fez a mulher que sou hoje. Então, obrigada.”

Discurso feito por Madonna ao receber o prêmio de Mulher do Ano 2016 da Billboard.

 

 

Foto: Divulgação

“Silva canta Marisa” = <3

Eu era uma criança que gostava de Marisa Monte. Aí cresci e virei uma adulta que continua gostando de Marisa Monte. E adoro o Silva. Sabem o que aconteceu? Mês passado o Silva lançou um álbum com regravações das músicas da Marisa e eu surtei. Surtei tanto, ouvi tanto, gostei tanto que tô aqui fazendo esse post porque preciso deixar registrado pro mundo que eu estou completamente encantada por esse álbum. “Silva canta Marisa” está disponível no Spotify e terá edições físicas pela Som Livre.

Vou até ouvir de novo:

 

É ou não é maravilhoso?