Sobre falar no casamento da sua melhor amiga

Muitas pessoas pediram para ler os votos que fiz no casamento da Luisa, minha melhor amiga, irmã e alma-gêmea. ❤

“Lu, quem viu a gente sentada no primeiro dia de aula da sétima série do Santo Agostinho uma ao lado da outra não imaginávamos que hoje estaríamos aqui. Aliás, não imaginávamos nem mesmo o quanto a nossa amizade se transformaria; Continue Lendo “Sobre falar no casamento da sua melhor amiga”

Sobre o que (não) esperar dessa coluna

Falar sobre vida saudável é muito fácil. Minha mãe sempre diz que sou uma nutricionista frustrada, porque amo falar sobre nutrientes, funcionamento do corpo e saúde (mas juro que nas horas vagas sou legal).

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Coachella 2017: Tendências & Inspirações

O Coachella é um festival de música e arte que acontece todo ano na Califórnia, no Coachella Valley (a gente contou sobre ele aqui). A verdade é que para as fashionistas, o Coachella poderia ser considerado um “trend festival”, porque é só observar o estilo da galera para saber o que estará nas lojas nos próximos meses.

Esse ano são esperadas algumas tendências novas, mas sempre com aquela pegada boho do tipo essa-mistura-de-coisas-acaba-ficando-mega-estilosa ou então parece-que-não-gastei-nada-com-esse-look-mas-deixei-as-calças.

(Estou super brincando, ok? Eu amo o estilo boho por ser super confortável e ter menos regrinhas,mas o pessoal dá uma exagerada braaaaaba)

Bijus no pescoço, nos braços, nas pernas e onde mais você quiser

Como bijus leia-se também as flash-tattoos, que ainda permanecem como tendência forte no festival. A ideia é uma vida com menos regras, então as correntes podem ser penduradas onde a pessoa bem entender. Confesso que fiquei confusa em como colocar uma pulseira (ou cordão, nem sei) de coxa, mas segue o jogo.

Lingerie a mostra

Essa não é uma tendência muito nova e muito menos específica do Coachella. Eu sempre me perguntei porque a gente não podia sair na rua com as lingeries, porque é cada uma mais linda que a outra e dá pena de deixar escondido. Pois bem, agora não só podemos como devemos (e elas estão ainda mais lindas).

Tecidos, muitos tecidos

Saias longas, pantalonas, o que mais você quiser. A ideia não é cobrir as pernas, mas dar fluidez. O festival dura o dia inteiro, então conforto é imperativo. O único problema é a poeira que sobe por lá, já que o festival acontece num lugar desértico. Vale apostar nas mídis, hein? #mudandoatendencia

Tranças, coquinhos e cabelos despenteados

Não sei vocês, mas por um bom tempo Coachella para mim era sinônimo de coroa de flores e chapéus estilosos. Só que isso não traz conforto (quem usa sabe: uma hora cansa e você quer jogar fora) e não é a ideia do festival. Então a tendência desse ano é abusar das tranças e dos coquinhos com aquele ar despretensioso.

 

Infelizmente, eu não vou ao festival esse ano, mas sei que a Rosa Chá está com uma coleção chamada “Festivals” só com looks nessa linha. Vale visitar o site e dar uma olhada! 🙂

Somos todas vadias por Ruth Manus

Texto publicado em: http://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/somos-todas-vadias/

Mulheres morrem, independentemente do que fazem ou de quem são.

Mulheres morrem todo dia. Homens também. Homens morrem de câncer, de enfarto, de bala perdida. Mulheres morrem de câncer, de enfarto, de bala perdida. Mas homens não morrem por serem homens. E mulheres morrem por serem mulheres. É uma lógica simples.

Mulheres morrem não apenas na chacina de Campinas. Mulheres morrem viajando na América Latina. Mulheres morrem no Oriente Médio. Mulheres morrem na China, na Índia, no Canadá. Morrem aí, do lado da sua casa. Morrem porque são mulheres. Porque nasceram mulheres e porque mulheres se fizeram.

Mulheres morrem por ciúmes. Morrem porque olharam para o lado. Morrem porque tentaram ir embora. Porque tentaram. Mulheres morrem porque atrasaram o jantar. Porque saíram para jantar. Porque quiseram uma vida que fosse além de servir o almoço e servir o jantar.

Mulheres morrem por serem mais bonitas do que deveriam. Por serem menos bonitas do que deveriam. Mulheres morrem porque sempre devem. Sempre estão devendo. Mulheres morrem por fazer muito sexo. Por fazer pouco sexo. Por não querer fazer sexo. Por pensar demais em sexo. Por pensar demais.

Mulheres morrem por causa da saia. Por causa da blusa. Do perfume. Do sapato. Da maquiagem. Do cabelo. Mulheres morrem porque alguém decidiu que poderia interpretar e julgar uma peça de roupa, a cor de um batom e um corte de cabelo. Cortes. Porque julgam que certos cortes não são para mulheres. E que outros são: o da navalha, o do canivete, o da faca.

Mulheres morrem e não são vítimas. Mulheres levam tiros, facadas, chutes na cabeça. E seguem sem ser a vítima. Mulheres provocam. Mulheres dão causa. Mulheres não medem consequências. Mulheres sempre poderiam ter feito melhor. Mulheres tentam avisar. Tentam denunciar. Mas são sempre elas que deveriam ter tomado mais cuidado. Ter ficado dentro de casa. Ou ter trancado a casa. Ou ter fugido de casa.

Poderia dizer que as mulheres que morrem são filhas de alguém. Esposas de alguém. Irmãs de alguém. Mães de alguém. Mas elas são mulheres, apenas mulheres. Que não deveriam precisar ser nada de ninguém para ter importância. Mas precisam. Deixou filhos, deixou um marido inconsolável, deixou um pai debruçado sobre seu caixão. Só assim elas importam. Porque se ela for só uma mulher, ela será só uma mulher.

Homens morrem. Morrem por causa do tráfico, por causa da briga, por causa do ódio. Homens não morrem por questões de gênero. Mulheres morrem. Morrem porque seguem não sendo livres. Livres para opinar, livres para mudar de ideia, livres para ir embora, livres para dizer “nunca mais”.

Mulheres morrem porque homens resolvem que elas são vadias. Vadias por não aguentar mais. Vadias por dizer basta.

Vadias por errar como tantos deles erram. Vadias por querer o que todos eles querem. Vadias por acreditar que poderiam ser iguais. Vadias por querer viver.

Mulheres morrem porque, independentemente do que façam, alguém se achará no direito de matá-la por julgá-la vadia. Não é um direito?! No fim, não importa quem somos, o que fazemos ou o quanto merecemos viver, porque aos olhos de alguém somos todas vadias e isso é o que basta para que mulheres morram.

Dica do dia: Livro “Design Your Self”

Para quem não sabe, enquanto a Babi é totalmente viciada em música, eu sou assim com livros. Emendo um no outro, leio três ao mesmo tempo, releio o que gosto (e o que não gosto também, até porque a nossa percepção muda né). Enfim, sou uma amante de leitura. E recentemente o livro Design Your Self chamou a minha atenção, embora o estilo autoajuda não seja muito a minha praia.

É que o livro, ao contrário dos outros da categoria, foi escrito por um Designer, o Karim Rashid! Então sua diagramação é bem lúdica e o texto super fácil, objetivo e gostoso de ler. São 4 capítulos divididos em subtemas: Vida – casa, desmaterialização, alimentação e atividade física; Amor – vida social, beleza, moda, sexo e morte; Trabalho – educação, inspiração, escritório e finanças; e Diversão – viajar, comprar, cor e sono & sonhos. Vou falar rapidamente sobre alguns destaques de cada capítulo.

Vida

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Entre algumas dicas que Karim dá em relação ao seu lar está a de que todo espaço da sua casa deve inspirar algo, seja com um aroma diferente, uma cor surpreendente. Não deve nunca ter um visual carregado, com quinquilharias e objetos acumulados na superfície. Isso inclui jogar fora tudo o que não faz sentido compartilhar o espaço da sua casa com você. Assim você garante fluidez no espaço e, consequentemente, a tão desejada inspiração.

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O mesmo vale para a alimentação e o exercício físico (já falamos isso em mil posts do Fit & Food, vai lá ver): inspire-se nessas atividades. Faça da cozinha uma terapia, leia rótulos, vá a feira, observe a textura e as cores dos alimentos, brinque. Quanto à atividade física, faça dela algo divertido, seja vestindo as cores que gosta ou escutando músicas de qualidade. Como diz Karim, “Praticar exercícios físicos é como recriar o design do corpo de dentro para fora.”

 

 

Amor

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Da mesma forma que não devemos ter objetos que sugam nossa energia dentro da nossa casa, também não devemos ter pessoas que o fazem em nossa vida. Reduzir vínculos é uma forma de redesenhar nossa vida social, deixando apenas o positivo e abrindo espaços para “novos positivos” entrarem. Quanto ao amor romântico, ambicione um parceiro que te complementa, e não que te completa. O seu design é só seu!

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Quanto à sua beleza, menos é mais! Sentir-se bem é o primeiro passo para aparentar estar bem. Fazer o bem é mais atraente que uma maquiagem. Seja radiante, seja único. Vista-se de branco – é a cor que projeta luz – e não tenha medo de valorizar o seu corpo. Você o conhece melhor que ninguém, certo?

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Trabalho

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Desligue seu celular e vá ler um livro. É tipo isso: educar-se tem a ver com abrir os olhos para o mundo a sua volta. E ler jornais, revistas, estar atualizado significa entender o que as pessoas estão pensando. Quanto ao trabalho, pare de encará-lo como a parte negativa da sua vida, não entre nessa de pensar que finais de semana são maravilhosos apenas porque não tem trabalho.

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Lembre-se de escrever as suas metas e, em vez de ficar no plano das ideias e dos sonhos, verifique se elas estão de acordo com a sua realidade atual. Se estiverem, então trabalhar será o que você quer fazer!

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Diversão

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Já falei que o Karim defende muito a ideia de olhar para o mundo a nossa volta, né? E viajar é isso, conhecer novas culturas e novas interpretações. Foque nas experiências, em criar momentos únicos, em aprender coisas novas, em abrir a mente. Comprar é bom, mas não deve ocupar um momento precioso em um lugar precioso.

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Quando à noite, sempre tenha uma boa noite de sono. Isso significa preparar-se para ela, não lendo notícias perturbadoras, não ingerindo líquido (afinal, ter que acordar de madrugada para ir ao banheiro pode interromper um sonho maravilhoso) e dormindo na escuridão.

 

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Eu tentei passar um pouco das ideias e o design do livro, mas não cheguei nem a 1% do conteúdo. Vale a pena comprar, se deliciar com o conteúdo e a diagramação e, quem sabe, incluir algumas das dicas na sua vida. 🙂

Vamos sair de Moletom?

Com o inverno chegando, a vontade que a gente tem é de ficar o dia inteiro com um moletom daqueles bem fofos, né? Mas moletom assim para sair na rua, será?

Pensando nisso, a gente separou algumas inspirações de combinações possíveis usando essa peça para você tirar seu moletom do armário e sair por aí toda estilosa, confortável e quentinha. 🙂

Moletom com saia

Essa combinação é ideal para aqueles dias menos frios, afinal as pernocas estarão de fora. Uma opção mais quentinha é colocar uma meia-calça por baixo ou usar uma bota OTK (over-the-knee). Fica super lindo!

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Moletom com calça

Para um dia realmente frio, essa é a melhor opção. A dica é apostar em sobreposições, dá um requinte ao moletom e fica lindo! Outra opção é assumir o look comfy e combinar com uma calça molinha também.

moletom calã.jpgMoletom oversized

Adoro essa pegada meio peguei-a-roupa-do-meu-namorado que as roupas over-sized dão. Além disso, são super versáteis (no meu caso, amo fazer vestidos com moletons!) e usar esse tipo de roupa no inverno é maravilhoso. Super quentinho!

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Quem aqui se animou pra usar um moletom no final de semana? ❤