Dicas de Hvar (Croácia)

Minhas primeiras horas em Hvar não foram muito boas. Pra começar, a cidade é cheia de escadas e eu estava com uma mala de rodinhas que pesava uns 20kg; as ruas eram todas iguais e não tinham placas indicativas. Não consegui encontrar o apartamento que eu havia reservado, mas por sorte (valeu, Deus!) o locador me achou (???) e deu uma caroninha… Ao tentar ir no mercado para comprar algumas coisas pro jantar, me perdi novamente e de novo tive que contar com a boa vontade de um local, que ligou para o meu locador (por sorte eu ainda estava com o papel da reserva no bolso e lá tinha o número do Sr. Milton) e de novo fui resgatada. Nem preciso dizer que cheguei no apartamento arrasada e achando que aquele lugar era amaldiçoado, horrível , que eu não teria boas experiências por lá e até me questionava como as pessoas falavam tão bem de Hvar, aquela cidade cheia de escada e labiríntica.

Bom, não tem nada melhor que uma boa noite de sono, né? No dia seguinte de manhã, após um mergulhinho, aquela péssima primeira impressão que eu tive de Hvar ficou pra trás! Gostei tanto de lá que está nos meus planos voltar um dia. Gostei tanto de lá que recomendo pra todo mundo. Gostei tanto de lá que agora tô aqui fazendo um post com dicas de Hvar. Então vamos lá:

Moeda

Hvar é uma ilha na Croácia perto de Split. Cheguei em Split de avião e peguei um táxi até o porto (fica bem longe). Saquei dinheiro no aeroporto mesmo (na época, valia mais a pena fazer a conversão de moeda em saques nos caixas eletrônicos locais do que em casas de câmbio). A moeda de lá se chama Kuna e é super desvalorizada. O cálculo que eu fazia para saber o valor das coisas era: X Kunas divide por 7, multiplica por 3 (na época 1 euro valia mais ou menos 3 reais).

Como chegar

Bom, chegando no porto de Split, aluguei um locker para deixar minha mala e fui direto no quiosque da Jadrolinija para comprar ida e volta de Hvar Town (o porto principal de Hvar). A viagem Split-Hvar dura aproximadamente 1h30 (no catamarã, porque o ferry é mais devagar). Ao chegar em Hvar passei todo aquele perrengue que narrei no início do post… A cidade é pequena, mas tem tanta ruela que fica fácil se perder. A rua principal é a rua do porto e se chama Riva. Várias ruelinhas (com escadas) cortam a Riva e aí o labirinto vai se formando, rsrs. Mas Hvar é pequena: tem uma igreja, um ponto de ônibus, um mercado, uma praça e uma rua principal. Na Riva você encontra vários bares e restaurantes e a cidade, basicamente, acontece ali.

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Visual do porto de Split
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1 praça, 1 igreja, 1 mercado (que fica ao lado da Igreja) e 1 ponto de ônibus (que fica na frente do mercado)

 

Passeios

 

Durante o dia ninguém fica em Hvar. Todo mundo faz os passeios até as Caves (Blue Cave e Green Cave) e para as Ilhas Pakleni. São passeios que duram o dia inteiro, super agradáveis. O barco para algumas vezes para mergulho e a cor da água realmente é impressionante.

A Blue Cave é um Patrimônio da Unesco e, por isso, não é permitido mergulhar. Para chegar lá tem que pagar uma taxa (além do valor do passeio em si) e só é possível ir em barcos pequenos. Então, se você fechar um passeio naqueles barcos para grandes grupos, vai migrar para um bote quando parar para pagar a taxa. O motivo disso é que a entrada para a caverna é tão pequena que mesmo no bote, todos devem abaixar! O visual que se tem de dentro da caverna realmente é impressionante!

Ah, dica muito importante: as praias da Croácia são de pedra e é praticamente impossível andar descalço… A solução é levar Crocs ou comprar sapatilhas especiais que são vendidas em tudo quanto é canto por lá.

 

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A entrada super estreita da Blue Cave
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No dia seguinte rolou passeio para as Ilhas Pakleni

 

Vida Noturna

Precisamos falar sobre a vida noturna de Hvar! É tão maravilhosa quanto a vida diurna e você nem precisa esperar a noite chegar pra começar a fanfarronice. O Hula Hula Bar tem uma sunset party muuuuuuito animada e com uma vista maravilhosa, já que ele fica na beira da praia. Outra opção é o Carpe Diem Bar, que fica na Riva, perto do porto. Música boa, bebidas, gente bonita… Mas se você quiser sair só de noite mesmo, pode ir pro Carpe Diem Beach, que é uma festa que é realizada numa ilha. Isso mesmo. O Carpe Diem tem uma ilha que fica a 5 min de Hvar Town e o local da festa é a ilha toda. Tem até um espaço com areia e chuveirão, caso alguém resolva dar um mergulho e coisa e tal… Pra chegar e sair de lá, obviamente, só de barco (gratuito!), que você pega em frente ao Carpe Diem Bar mesmo.

O lugar é INCRÍVEL! A decoração é muito legal e a música é eletrônica. Se você não curte muito música eletrônica, não vai conseguir ficar muito tempo por lá, porque é trance, psy trance, eletrônico orgânico… Mas vale a pena ir pra conhecer! A entrada custa o equivalente a R$20,00.

 

Quanto tempo ficar

O ideal é ficar uns 3 ou 4 dias, mas quanto mais tempo você ficar, mais ilhas ao redor poderá conhecer. O mínimo de tempo que você deve ficar são 2 dias, para conseguir fazer os passeios das Caves e das Ilhas Pakleni.

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Oktoberfest-ing em Munique

Se você está pela Europa, consegue ir para a Europa essa semana (ô riqueza) ou pensa em viajar para lá no ano que vem, vá ao Oktoberfest! Para quem não conhece, trata-se de um festival super tradicional de cervejas e comidas típicas que acontece todo ano em Munique, na Alemanha. Começando a se planejar agora, em 2017 dá para ir com tranquilidade e conseguir preços melhores!

Eu não sei quem criou esse evento (na verdade eu sei, foi um rei lá, mas era em outros moldes na época, vulgo openbar), mas caramba QUE EVENTO! Eu fui ano passado e me senti numa Disney de adultos. Um monte de brinquedos radicais, barracas com comidas típicas maravilhosas e as tradicionais e super ultra mega lotadas tendas das cervejarias. Vamos às nossas dicas de sempre! 🙂

Como chegar

A passagem para lá durante o festival é cara mesmo, então vale dar um pulo em alguma outra cidade alemã antes e aliviar o valor do transporte indo de trem, além de conhecer outro local, lógico. No meu caso, fui antes para Berlim e aí peguei um voo low-cost de uma cia alemã para Munique – o que diminuiu bastante o preço da passagem! Outra dica boa é chegar em dia de semana, quando a cidade está mais vazia e você se locomove com mais facilidade.

Usando o transporte que você quiser, arrume um jeito de chegar até a estação Hauptbahnhof (gente, esses nomes, viva o control c + control v), que é a estação central de lá. Dessa, você deve pegar o metrô para Theresienhöhe, onde fica o Oktoberfest. Prometo que não é difícil!

 

Onde se hospedar

Olha, hospedagem é mais uma coisa bem cara no período do Oktoberfest. Eu lutei para achar um hotel num preço acessível e bem localizado (o ideal é ficar perto da estação central, a Hauptbahnhof). Acabei ficando no Hotel Italia e paguei 100 euros por diária, com café da manhã incluído. Não é um hotel luxuoso, mas quebrou um galho e, juro, foi o melhor custo x benefício que achei!

O site do hotel é esse: http://www.hotelitalia.de/

 

Como se vestir

Esse festival é praticamente um desfile de roupas típicas e penteados trançados. Eu diria que se for para ir sem o traje, é melhor nem ir! Na própria Hauptbahnhof você consegue encontrar a Dirndl (roupa feminina) e o Lederhosen (roupa masculina). Eu fui no último final de semana, então consegui promoção de roupa a 20, 30 euros, mas se você quiser esbanjar estilo tem umas lindas que custam 200 euros!

 

Quando ir

Esse ano, o festival vai de 17/09 a 03/10. Eu só fui uma vez, então só posso falar da minha experiência indo no último final de semana de Oktoberfest. Achei positivo ter encontrado as roupas em promoção e ouvi falar que foi o melhor final de semana, com as casas mais animadas. A única questão é que fica um pouquinho mais frio, já que a cidade entra no inverno, mas bebendo cerveja dentro da tenda fica até calorzinho!

 

O evento

Pronto, agora sim a melhor parte! Eu visitei três tendas do circuito principal: a Bräurosl, a Hofbräu München e a Paulaner. Das três, a mais animada foi a Paulaner. Dentro dessa tenda estava tocando não apenas as músicas alemães tradicionais, mas também umas músicas mais famosinhas. Tinha até uma pista de dança.

Só conseguimos visitar várias tendas porque (1) fomos com alguns alemães que já conheciam o esquema e tinham reserva – que precisa ser feita com bastante antecedência -, (2) porque éramos apenas duas meninas, então em qualquer lugar a gente se encaixa e (3) fizemos MUITAS amizades no evento. Lembrando que você só consegue pegar cerveja se estiver com mesa, então ou você reserva ou vai na amizade mesmo!

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Outro ponto bom de ter feito amizade lá é que os alemães ensinaram como a gente deveria pedir a cerveja, a cantar a tradicional música “Ein prosit” e algumas comidinhas típicas que valem a pena experimentar. 1L de cerveja custa 10,40 euros, mas é normal dar 11, 11 e pouco por causa das tips pras garçonetes que, by the way, não falam inglês. É tudo na base do se vira mesmo!

Oktoberfest para insiders

Hahaha. É que a nossa amizade com os alemães renderam uma visita a uma parte do Oktoberfest que só realmente a galera de lá visita: a Oide Wiesn. É uma área com entrada paga (3 euros por pessoa) cujo objetivo é resgatar as tradições, ou seja, fazer tudo como era feito antigamente (menos a parte do Open bar #euqueria) e pra galera que não curte aquele empurra-empurra das tendas de fora. Eu simplesmente AMEI esse lugar e a caneca diferente que eles têm. Podia demorar horas bebendo que a cerveja não esquentava por nada!

Minha recomendação é que vale muito a pena conhecer essa parte, principalmente se você for para passar três dias como eu. Dedica o primeiro (sexta-feira) para a tenda que você mais quer ir, no dia seguinte (sábado) chega mega cedo e conhece outra tenda famosa. No último dia (domingo), o mais cheio, vai conhecer a Oide Wiesn!

 

Dicas gerais

s2 Tem que ir pelo menos em um dia durante a semana para entender a atmosfera. Se isso não for possível, chegue no evento por volta de 7h30 da manhã, que é quando as filas começam.

s2 Duas pessoas não precisam reservar mesa, mas mais do que isso sim. Duas pessoas se acomodam numa mesa cheia, mas mais do que isso é quase impossível. Só que a reserva exige planejamento, dado que precisa ser feita com, no mínimo, 7 meses de antecedência.

s2 TEM QUE usar a roupa, é indispensável. Quem não usa fica muito peixe fora d’água. Ah, mas não coloquem meia-calça mesmo que esteja nevando, as mulheres ficam com raivinha. Juro que até hoje não entendo isso!

s2 Vá com dinheiro em espécie e de preferência trocado. Lá não aceita cartão!

s2 Lembra que eu falei que o evento é tipo a Disney dos adultos? É porque do lado de fora das tendas têm muitos brinquedos radicais, então vale dedicar um tempo para conhecer. Só cuidado para não vomitar, pelo amor de Deus!

s2 Se jogar na cerveja e nas comidinhas típicas sem preconceito. É tudo delicioso e o ambiente ajuda muito também! Mas vai com calma, porque de litro em litro você pode acabar igual os bêbados doidos que ficam vomitando nos jardins do lado de fora (sim, são muitos e é nojento).

Top 10 Lisboa por uma quase local

Hoje é dia de falar sobre a terrinha do meu coração, Portugal. Para quem não sabe, em 2015 passei alguns meses em Lisboa num programa de intercâmbio do meu mestrado. Foram meses intensos e divergentes em termos de sentimento: era muita saudade e muita vontade de ficar. Agora que eu estou de volta, o sentimento é só “quero voltar” (e vou!). Vamos às minhas escolhas em Lisboa, porque sou quase local né. 🙂

 

Bairro Alto e Happy-hour no Park
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Não se espantem, ao colocar o endereço do Park Bar no GPS, vai dar em um estacionamento no meio do Bairro Alto, um lugar cheio de barzinhos com sangria e drinks (vale fazer uma mini-baratona, hein?). Para chegar ao Park bar, meu preferido, é bem simples: ache o elevador do estacionamento e vá até o último andar. No topo dessa construção existe um lugar super transadinho, com uma decoração moderna e uma vista maravilhosa. O melhor de tudo: a entrada é gratuita!

Recomendo chegar umas 17h e ver o pôr do sol tomando uns bons drinks (não é muito barato, mas vale o programa).

Endereço: Calçada do Combro, 58, piso 6.

Time out Market

Se você está com pouco tempo na cidade e quer experimentar um monte de comidas típicas em um ambiente legal, o Time Out Market é a melhor opção. Ele fica bem pertinho da estação do Cais do Sodré e é tipo um galpão com estandes de diversos chefs famosos de Portugal que colocam os seus pratos mais renomados para serem servidos. É um bom lugar para fazer degustação porque os pratos são pequenos e dá para experimentar muita coisa.

Endereço: Av. 24 de julho, 49.

 

Parque Eduardo VII

É o parque que fica no topo da Avenida Liberdade e é meio em “plano inclinado”. Vale subir e descer (é um belo exercício) e sentar nas laterais para fazer um piquenique. Eu costumava ir para lá quando queria estudar em contato com a natureza ou correr. Meu lugar preferido de Lisboa. 🙂

Endereço: Estação Parque ou Marquês de Pombal (uma fica no topo, a outra na base do parque).

 

Museu da Cerveja

Não, a ideia aqui não é entrar e visitar o Museu, mas sentar no restaurante que fica do lado de fora, de frente para a famosa Praça do Comércio. A vista é linda e o bolinho de bacalhau recheado com queijo da serra da estrela está entre as coisas mais gostosas que já comi na minha vida. Obrigatório!

Endereço: Praça do Comércio.

 

Padrão dos Descobrimentos e Pastéis (muitos) de Belém

É o único ponto realmente turístico que incluí na lista, mas preciso confessar: o pastel de Belém não é meu pastel de nata preferido em Lisboa (tem um lugar no Chiado que faz um mais gostoso, vou falar sobre ele), mas a experiência de ver os pasteis sendo montadinhos lá em Belém vale a visita. O Padrão dos Descobrimentos é o monumento que fica bem em frente, na orla do Rio Tejo, então vale juntar na programação, mas se não der tempo de conhecer nem faz tanta falta!

 

Castelo de São Jorge

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Fica láááá no alto de Lisboa, dá para ver da Praça do Comércio (onde fica o Museu da Cerveja, lembram?). Mas não se preocupem, existem elevadores que partem do Rossio para o Castelo e a entrada custa uns 5 euros por pessoa. De lá, é possível ver Lisboa praticamente inteira e tem uns restaurantes caso queiram almoçar com uma vista linda.

 

Bairro do Chiado

É um lugar para conhecer apenas caminhando. São várias lojas famosas, a própria estação do Chiado é uma atração a parte e tem o Café Brasil, onde todo brasileiro tira foto sentado no colo do Fernando Pessoa (mereço!). É mega movimentado a noite também e tem os restaurantes mais premiados e chiques.

Destaques: Sorvetes artesanais na Sorveteria Santini e Pastéis de Nata (aqueles que falei) na Manteigaria. Trouxe apenas 36 unidades para o Rio! Hehe

 

Costa da Caparica

 

Está indo no verão? Opa, ótima chance de não conhecer apenas as praias de Cascais. A Costa da Caparica também merece uma visita. É um lugar mais aberto, com um calçadão bem extenso cheio de restaurantes e bares e várias “mini-praias” separadas por píeres de pedra. Essas praias bombam em termos de surfistas, muita gente mesmo praticando esporte na água (gelada, cruz credo). Vale pegar um fim de tarde tomando um vinho em um dos restaurantes!

 

Cristo-Rei

Para quem mora no Rio de Janeiro e pode visitar o Cristo Redentor, talvez o Cristo-Rei não impressione muito, mas se você tiver tempo vale sim a visita. Além da vista de lá ser linda, ele fica no outro lado do Rio Tejo, numa cidade chamada Almada. O trajeto, que é mais fácil se feito via ferry-boat, é LINDO e logo em frente ao porto existem inúmeras opções de restaurantes de frutos do mar. Delícia!

Ah, só para aguçar a vontade: o Cristo-Rei foi construído como pagamento de uma promessa para que Portugal não fosse invadido durante a II Guerra Mundial. Símbolo de paz, né? Precisamos!

 

Parque das Nações e Ponte Vasco da Gama

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Gosta de uma semi-aventura? Então vale andar de teleférico perto da Ponte Vasco da Gama. Do alto, dá para ver todo o monumento do Parque das Nações, que foi construído para a Expo 98. Ah, e se gostar de compras, vale passear pelo Shopping Vasco da Gama. São MUIIITAS lojas <3.

 

Atenção: Não é perigoso, mas fiquem atentos na região do Rossio, porque sempre tem uns caras vendendo drogas na praça. Sim, é assim 😦 …. nada demais, é só para vocês não ficarem perdidos ou perguntando o que eles estão falando. Basta fazer não com a cabeça.

Atenção 2: Não gosto muito de táxi em Lisboa, até porque dá para fazer TUDO via transporte público. Achei os taxistas um pouco mal-educados e enrolões (acompanhem via mapa!).

Istambul e suas mesquitas

“Alá é grande. Não há outro Deus para além de Alá e Muhammad é o seu profeta. Venha rezar. Venha para a salvação. Alá é grande. Não há outro Deus para além de Alá”. Assim os muçulmanos são chamados para a oração. Os minaretes das mesquitas entoam esse melódico chamado, conhecido como “azan”, simultaneamente, cinco vezes por dia. Notei que durante o azan, muitos bares e restaurantes desligam a música ambiente em sinal de respeito: Istambul, com aproximadamente três mil mesquitas, para pra ouvir.

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Hagia Sophia

 

Quase 95% da população da cidade se declara muçulmana e visitá-la é fazer uma imersão na religião deles, querendo ou não. Para conhecer as mesquitas, os turistas devem seguir as regras de vestuário: pés descalços, joelhos, ombros e, no caso das mulheres, cabelos cobertos. As principais mesquitas fornecem sacolas para guardar os sapatos, além de panos para quem não estiver vestido apropriadamente. A entrada é gratuita e os visitantes ficam em uma área destinada aos turistas para não atrapalhar os fiéis que estão no local. Só não é permitida a entrada de turistas durante as orações, às 5h, 13h, 18h, 20h e 21h30. Esses horários dependem da posição do Sol e podem variar um pouco, de acordo com a época do ano e com a localização geográfica. Às sextas-feiras, ao meio-dia, há a principal oração da semana, então também convém não visitar as mesquitas nesse dia.

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Interior da Mesquita Azul

Antes de entrar, os muçulmanos participam de um ritual de purificação, chamado ablução, em que lavam cabeça, mãos, braços e pés nas fontes localizadas do lado de fora das mesquitas. Nas que visitei, vi que homens e mulheres rezavam em áreas separadas por um biombo de madeira. Também pude observar que todas elas são construções enormes e repletas de vitrais e azulejos em seu interior. O chão é coberto por um tapete espesso e o cheiro não é muito agradável, afinal todas as pessoas estão descalças.

 

Uma das mais importantes é a Mesquita Azul. Construída pelo sultão Ahmed I no início do século XVII, seu nome verdadeiro é Mesquita de Sultanahmet, mas ficou popularmente conhecida como Mesquita Azul por ter seu interior revestido de azulejos otomanos de cor azul. Apesar dela ser um dos cartões postais de Istambul e também a única com seis minaretes, o título de maior mesquita da cidade é da Mesquita Süleymaniye.

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Mesquita Azul

Construída no século XVI a pedido do sultão mais rico e poderoso do Império Otomano, o Sultão Solimão, o Magnífico, a Mesquita Süleymaniye tem aproximadamente 4.500m² e fica na colina mais alta da cidade, no bairro de Eminönü. Ela é considerada uma das construções mais importantes da arquitetura turca da época e foi criada para superar a grandiosidade da Basílica de Santa Sofia.

O bairro Eminönü também abriga outra importante mesquita em Istambul: a Mesquita Nova, ou Mesquita Yeni. Com apenas dois minaretes, ela demorou 66 anos para ser construída. Está localizada bem próxima ao Bazar de Especiariais e é comum ver alguns comerciantes oferecendo degustação de doces turcos em seu pátio interno.

Como conhecer as quase três mil mesquitas de Istambul é missão quase impossível, visitar essas três que citei já é o suficiente para mergulhar um pouco na religião deles e na história da cidade. Mesmo que você não acredite em nada, não tem como escapar dessa magia: Istambul respira fé.

 

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De um lado, Buda e suas colinas, sua tranquilidade residencial, seu Castelo, sua Citadella e a melhor vista da cidade. Do outro, Peste, com sua agitação urbana, seu comércio, seus restaurantes, sua vida noturna e o tão famoso Parlamento. No meio, um rio Danúbio esverdeado e suas pontes de mais de trezentos metros de expansão. Em ambos os lados, um idioma incompreensível e uma moeda tão complicada que os locais pediam desculpa a cada vez que convertia meus euros em forints húngaros. Nunca vi tantos zeros juntos em um mesmo papel-moeda. Haja matemática. E haja disposição também: duas cidades em uma e o desafio está lançado – conhecer Budapeste é praticamente um teste de resistência física.

Quando o tempo é curto e a cidade tem muita coisa para se ver, nada melhor do que começar a explorar com um freewalking tour. Nos primeiros minutos, enquanto contava a história de Budapeste, o guia nos alertou sobre a máfia romena, que rondava os turistas pedindo dinheiro. Foi quando caiu minha ficha: estou no leste europeu. Nunca pensei que precisaria ficar de olho na máfia romena, mas lá estava eu colocando toda a minha sagacidade de carioca em prática.

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Parlamento de Budapeste

No walkingtour, além dos pedintes mafiosos e da história da cidade, conheci o Castelo de Buda, o Bastião dos Pescadores e a Igreja de São Mateus, todos no lado Buda. Conheci também a Basílica de Santo Estevão e admirei o exterior do icônico Parlamento, já no lado Peste. Aliás, nem sei dizer quantas vezes fui de Buda para Peste e de Peste para Buda pela Ponte das Correntes, pela Ponte da Liberdade ou pela Ponte Elizabeth. Só sei que o visual era compensador a cada vez: Budapeste é linda. No walkingtour também aprendi como se deve atravessar a rua por lá: olha no olho do motorista, atravessa rezando para que ele pare o carro e, no final, um gesto de agradecimento por ter sobrevivido.

 

Bom, após esse primeiro contato com a Rainha do Danúbio, hora de conhecer a culinária local em um restaurante perto da Grande Sinagoga, a maior da Europa. Garçom, um prato de Goulash (ensopado de carne de porco ou vitelo bem temperado com páprica) e uma Soproni bem gelada, por favor. Depois do almoço, uma voltinha pela Elizabeth Square e o tour pela capital da Hungria continuou com a Casa do Terror. O prédio foi cenário de muitas torturas e mortes; sede do partido fascista e, depois, sede dos soviéticos. A TerrorHáza agora é um museu e conta com detalhes essa parte cruel da história. O clima é bem pesado, mas a visita é indispensável.

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Casa do Terror

Fim do tour do terror, fim do dia. O jeito foi seguir de lá até a Praça dos Heróis pela Andrássyutca e curtir o anoitecer no Parque da Cidade, logo atrás da praça. Aliás, nesse parque é possível encontrar o maior complexo de banho termal da Europa: Széchenyi. Pois é, Budapeste é famosa pelos banhos termais e, nos sábados de verão, a boa é curtir as festas nas piscinas de águas quentes.

No restante da minha estadia, conheci o Parlamento por dentro, em uma visita guiada; vi o memorial aos judeus húngaros mortos durante a Segunda Guerra Mundial (“Sapatos às margens do Danúbio”); me diverti no Labirinto do Castelo; tirei fotos panorâmicas do alto da Colina Gellért; conheci o Monumento da Libertação e fiz um delicioso passeio pela Margaret Island.

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Budapeste vista do alto da Colina Gellért

E se você acha que com tanta coisa assim faltou energia para experimentar a vida noturna de Budapeste, está muito enganado. É que a noite da capital da Hungria com seus bares em ruínas é um capítulo à parte. Prefiro contar depois.

6 motivos para conhecer Marmaris

Situada no litoral da Turquia, a cidade ainda não é muito explorada pelos brasileiros. Para chegar em Marmaris, é necessário pegar um vôo até Dalaman e enfrentar mais 1h30 de estrada. Fiz isso nas minhas últimas férias e separei 6 motivos pelos quais todos deveriam conhecer Marmaris:

1)      Ilha da Cleópatra:

Foi o que me fez decidir ir parar lá. O local, conhecido como Sedir Adasi, fica no golfo de Gökova, no norte de Marmaris e foi um presente do Marco Antônio para Cleópatra. Reza a lenda que a areia da praia ele mandou trazer do Egito para agradar sua amada. Para preservar a areia de Marco Antônio, a área fica isolada e é constantemente vigiada. Os turistas que tentam ultrapassar a corda de proteção são repreendidos e absolutamente ninguém pode encostar na faixa de areia. Uma área de terra e pedras é destinada aos banhistas que desejam descansar e pegar sol. Somente dentro da água é possível ter contato com a areia especial e, de fato, a consistência é bem diferente: areia muito fofa, muito fina e que faz seu pé afundar rapidamente. A ilha tem também algumas ruinas e até um teatro de arena, mas a praia é a grande sensação do lugar. Se Marco Antônio realmente trouxe a areia do Egito de barco e se Cleópatra mereceu tudo isso eu não sei. Só sei que esse paraíso existe e a lenda só deixa o lugar ainda mais especial.

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2)      Cor da água do mar:

Quem chega em Marmaris entende na hora o que é, de fato, a cor azul-turquesa. Os passeios de barco pelo Golfo de Gökova deixam qualquer um boquiaberto com a cor da água e com a beleza da região. Os lugares são paradisíacos e mergulhar naquela imensidão azul é inesquecível.

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3)      Bar Street:

Quem gosta de festa PRECISA conhecer a noite de Marmaris. A cidade tem uma região chamada Bar Street que é, simplesmente, um complexo de festas GRATUITAS, uma ao lado da outra. A própria rua se transforma em uma grande festa, aliás. Música de melhor qualidade e de todos os tipos (de locais a internacionais). Cansou de ficar em uma festa? Sai e entra em outra. Simples, fácil, grátis. Se a fome bater você ainda pode comer um Kebab delicioso junto com os amigos que você fará na noite turca.

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4)      Sem brasileiros:

“Nossa, eu nunca vi um brasileiro antes!”. Pode parecer mentira, mas essa foi a frase que eu mais ouvi em Marmaris, quando perguntavam de onde eu era.  Encontrar nossos compatriotas em uma viagem internacional é legal e dá uma sensação de identidade, mas gostei muito do fato da cidade ainda não ser um destino tão explorado pelos brasileiros. Além de poder falar besteira em português sem que ninguém entenda, trocar ideias com pessoas de outros países é bastante enriquecedor. De acordo com os moradores, Marmaris é o destino de férias de ingleses, suíços, noruegueses e dos próprios turcos e no verão costuma receber cerca de 200 mil turistas.

5)      Comprinhas:

Óculos, bolsas, malas, roupas, sapatos, relógios… Tudo o que você imaginar por um preço muuuuuito inferior (tão inferior quanto a qualidade de alguns produtos também). Marmaris é o paraíso do comércio informal. Vale lembrar que, estando na Turquia, pechinchar é uma necessidade.

6)      Proximidade com a Grécia:

Já pensou passar o dia na Grécia, rapidinho, logo ali? Em Marmaris isso é possível! Em apenas 1h30 de ferry, aproximadamente, você chega na ilha grega de Rodes e consegue pegar uma praia na Grécia.  Maravilhoso, né?

5 (lindas) locações reais de “Game of Thrones”

A Lu contou aqui que não gosta muito de “Game of Thrones”, mas eu sou COMPLETAMENTE viciada na série! Comecei a ver em 2014, quando fechei minhas férias para a Croácia e soube que GOT era filmada lá. Pensando nisso e atendendo ao pedido da Lu de contar alguma curiosidade sobre a série, separei 5 lindas locações reais de “Game of Thrones” para colocarmos na nossa listinha de lugares para conhecer antes de morrer.

1)Dubrovnik, Croácia

Também conhecida como King’s Landing (ou Porto Real). Foi por causa dela que comecei a ver GOT. Lá existe, inclusive, um “tour GOT” – imperdível para quem é fã. A cidade é tão, tão, tão linda que é Patrimônio da Unesco.

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2) Lovrijenac Fortress, Croácia

Quando você for para Dubrovnik, aproveite para conhecer a locação da Fortaleza Vermelha! A construção fica em cima de uma rocha e tem mais de 30 metros de altura. A baía em frente à fortaleza também aparece na série, na Batalha de Blackwater.

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3)  Dark Hedges, Irlanda do Norte

O lindo corredor de árvores foi plantado no século XVIII a pedido da família Stuart, que queria impressionar os visitantes que chegavam à mansão Gracehill House. O lugar é simplesmente um dos mais fotografados da Irlanda do Norte e aparece na série quando Arya Stark foge de King’s Landing disfarçada de menino.

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4) Azure Window, Malta

Lembram do casamento de Daenerys Targaryen (kahleesi!!!) com o Khal Drogo? Pois é… o arco de 50 metros de altura embutido em uma rocha fez parte do cenário. Nada mal, hein?

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5) Aït-Ben-Haddou, Marrocos

Já que estamos falando sobre a Kahleesi, lembra de quando ela chegou toda poderosa em Yunkai com seu exército? Então, na verdade o local fica no Marrocos, na antiga rota de caravanas entre o Saara e Marrakech.

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Já posso riscar os dois primeiros itens da lista e estou louca para conhecer os outros três! Vamos?