Sudeste Asiático: habemus planilha!

Desde que voltei de viagem, uma das perguntas que eu mais ouço é: “quanto custa, mais ou menos, fazer uma viagem para o sudeste asiático?”. A outra pergunta que eu mais ouço é: “me ajuda a planejar?”. Para solucionar essas dúvidas de uma vez, eis que finalmente disponibilizarei minha planilha! (download: Planilha Babi Gazal – Sudeste Asiatico 2016)

Nela vocês encontram informações sobre passagens & deslocamentos; hospedagens e roteiro.

Já adianto que em Luang Prabang (Laos), Koh Samui (Tailândia) e Siem Reap (Camboja)  não tive custos com hospedagem, mas se alguém quiser dicas sobre isso nesses lugares, manda uma mensagem que eu consigo ajudar!

Bom, vamos à planilha! Na primeira aba vocês vão se deparar com um calendário de novembro de 2016, que foi quando eu viajei. Foi a partir desse calendário que eu organizei tudo. Depois de montar o roteiro (contei nesse post), comprei as passagens e preenchi esse cronograma com os locais em que eu estaria em cada dia do mês de novembro. Com isso em mãos, fica mais fácil visualizar as diárias necessárias em cada lugar para reservar os hostels/hotéis.

Hospedagens reservadas, vamos à segunda aba! Como viajei com uma amiga, os quartos eram todos duplos. Nos hostels optamos por quartos duplos com banheiro privativo, então se você quiser dividir quarto e banheiro com mais gente, será mais barato. No total, deu 2702 reais (2 pessoas).

Na aba seguinte temos os roteiros e programações de cada local e também o valor de algumas atrações compradas antecipadamente. Na última aba coloquei o descritivo de todos os deslocamentos, de valor da passagem até número do vôo. A passagem de ida e volta Rio de Janeiro – Bangkok saiu por R$3.400,00 (pra duas pessoas sai R$6.800,00). Os trechos internos, contando inclusive deslocamentos de ferry, saíram por U$1560,66 (convertendo para o real dá mais ou menos R$5150,18 (duas pessoas).

Então vamos aos cálculos:

Transporte: R$6.800,00 + R$5.150 = R$11.950

Hospedagem: R$2.702

Total: R$14.652 (passagens e hospedagens para duas pessoas – R$7.326 pra cada)

Como o dinheiro que você vai gastar lá pode variar muito (depende se você alugar um barco só pra você ou dividir com amigos de Hostel pros passeios em Phiphi; depende se você quiser comer em um bom restaurante ou em uma barraquinha na rua, etc etc), resolvi não estipular um valor. Considere que você vai gastar entre R$11 mil e R$14 mil reais, portanto faça um planejamento financeiro para essa quantia.

A planilha é cheia de detalhes e o ideal é que vocês analisem tudo com calma. Estou aqui para esclarecer qualquer dúvida!

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Sudeste Asiático: Vistos e outras providências

Continuando a série de posts sobre o sudeste asiático, depois de olhar o calendário de monções e definir seu roteiro, o próximo passo é se preocupar com vistos e vacinas dos países que você resolveu visitar. No meu caso: Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja.

Para entrar na Tailândia, nós brasileiros não precisamos de visto, mas temos que ter o certificado internacional da vacina contra febre amarela (expliquei como faz para conseguir esse certificado aqui). E eles exigem MESMO. A primeira coisa que você vai fazer ao desembarcar no aeroporto tailandês é ir ao departamento de Health Control mostrar seu certificado e preencher um formulário (eles vão pedir alguns dados burocráticos seus e perguntar sobre sua saúde, do tipo “teve febre nas últimas duas semanas?”, “sentiu dor de cabeça nos últimos dias?”etc etc). Só depois desse procedimento é que você vai se encaminhar ao controle de passaportes.

Já o Laos exige visto para brasileiros. Na verdade o Laos exige visto pra 192 países! A boa notícia é que você só precisa se preocupar com isso ao desembarcar lá. Leve uma foto 3×4 e separe U$30. Ao chegar é só preencher um formulário, pagar e entregar a foto 3×4 para as autoridades locais. Esqueceu a foto 3×4? Calma! Pague U$1 pela foto no local e respire aliviado. O visto é válido por 30 dias.

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Quem também exige visto é o Vietnã e eu já vou avisando: você vai passar um bom tempo providenciando o visto ao chegar no país. Se quiser arrumar o visto daqui do Brasil, basta solicitar para a Embaixada. Como fiquei com medo de enviar meu passaporte para Brasília, resolvi pegar o visto ao chegar no Vietnã (visa on arrival), mas não foi tão simples quanto no Laos. A primeira coisa que deve ser feita é, daqui do Brasil e com certa antecedência, solicitar uma pré-autorização (http://visa-vietnam.vn/en). Com ela você consegue tirar seu visto do Vietnã ao chegar no aeroporto. O visto custa U$25, fora o valor que você pagar pela pré-autorização (paguei U$18). Leve 2 fotos e prepare-se para ficar quase 1hr no aeroporto só pra resolver isso. Não aconselho entrar no Vietnã de outro jeito que não pelo aeroporto. Se no aero é chato de conseguir, por vias terrestres disseram que é mil vezes pior.

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O Camboja é outro que pede visto de entrada para brasileiros e é outro que você consegue providenciar no aeroporto. Basta preencher um formulário ao desembarcar, pagar U$30 e entregar 2 fotos para as autoridades. Mas não se preocupe, não é tão chato e demorado quanto o Vietnã!

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Resumindo:

Tailândia: exige vacina contra febre amarela

Laos: exige visto; U$ 30; levar foto

Vietnã: exige visto; levar pré-autorização; U$25, levar foto

Camboja: exige visto; levar foto; U$30

 

Como fazer seu roteiro pelo sudeste asiático?

Eu sei. Voltei de viagem em dezembro do ano passado e estou devendo vários posts com dicas sobre o sudeste asiático. É que foi tanta correria com o final do ano, carnaval, aniversário e afins que não consegui parar pra organizar essas dicas. Mas vamos lá: antes tarde do que muito tarde.

Resolvi começar com dicas para montar o roteiro pelo sudeste asiático porque foi uma das primeiras coisas que tive que definir. Tem gente que gosta de viajar sem muito planejamento, só com passagem de ida e volta pro Brasil, e admiro muito essas pessoas, mas infelizmente meu espírito aventureiro ainda não chegou nesse ponto. Gosto de sair do país com tudo praticamente certo, inclusive os roteiros em cada cidade (mas sou flexível nas escolhas, um dia escrevo sobre isso, hehe).

Voltando ao roteiro… Quando se trata de viajar para a Ásia, a não ser que você tenha pelo menos dois meses de férias, terá que escolher entre um paraíso e outro. Acredite: isso dói. Dá pra passar um mês inteirinho só na Tailândia e você ainda não conseguirá desfrutar de todos os lugares maravilhosos que o país oferece. Ficar olhando fotos no Google para tentar escolher é uma tortura, então o melhor conselho que posso te dar é: saiba suas prioridades. Tem gente que gosta mais das praias, tem gente que gosta mais dos templos, tem gente que gosta mais das festas e tem gente que curte de tudo um pouco. Me incluo na categoria de pessoas que gostam de tudo um pouco. Por isso, tive que dividir meus dias para conhecer um pouco das praias, das festas e dos templos. Tive 30 dias de férias, que unidos a um final de semana e a uma folga (obrigada, chefe!) se transformaram em 32 dias. Eu não queria ficar só na Tailândia, então também tive que me dividir entre outros países que gostaria de conhecer naquela região.

O primeiro ponto foi olhar o calendário de monções (já falei sobre elas aqui) e elencar os países que tinha curiosidade. Tailândia, Vietnã, Laos, Camboja, Indonésia, Malásia, Filipinas. Com o calendário de monções em mãos, tive que deixar para outro ano minha viagem para Indonésia, Filipinas e Malásia. Eis que meu quarteto mágico havia se formado e agora eu precisava definir os lugares que eu gostaria de conhecer na Tailândia, no Laos, no Vietnã e no Camboja.

Confesso que o Laos nunca foi um grande sonho, mas tinha a belíssima oportunidade de ficar hospedada no Belmond La Residence Phou Vao, em Luang Prabang, então o país foi confortavelmente escolhido para fazer parte do roteiro. No Vietnã, me falaram muito das praias, mas como praia eu já iria aproveitar na Tailândia, resolvi priorizar minha ida à Halong Bay, patrimônio histórico da Unesco. Com isso, minha ida para Hanói ficou certa, porque eu faria o passeio de lá. No Camboja, meu sonho era ver o nascer do sol em Angkor Wat, então Siem Reap foi escolhida.

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Mount Phousi, Luang Prabang, Laos
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Halong Bay, Vietnã
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Nascer do Sol em Angkor Wat, Camboja

 

Eleger os lugares na Tailândia foi o mais difícil. Para facilitar, escrevi numa folha de papel todos os cantinhos daquele país que eu sonhava em conhecer: Maya Bay, Koh Phiphi, Koh Phangan (por causa da Full Moon Party), Bangkok, Chiang Mai, Koh Tao… quanto mais eu pesquisava sobre o país, mais lugares eu incluía na lista e meu problema só aumentava, afinal eu não teria tantos dias assim. Então, tive que colocar minhas prioridades em cena: eu chegaria e sairia de Bangkok (a cidade, aliás, funciona como um hub no sudeste asiático, porque muitos vôos têm conexão lá). Eu fazia questão de conhecer a praia do filme do Leonardo Di Caprio, Maya Bay, então Koh Phiphi também foi pro roteiro. Também fazia questão de participar da Full Moon Party em Koh Phangan, que em Novembro, mês que eu fui, coincide com a Festa das Lanternas, em Chiang Mai. Mas resolvi incluir Chiang Mai mesmo assim porque eu fazia questão de visitar uma reserva de elefantes.

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Maya Bay, Koh Phiphi
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Poda Island, Krabi, Tailândia
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Chiang Mai, Tailândia
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Bangkok, Tailândia
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Koh Phangan, Tailândia
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Koh Samui, Tailândia

Pesquisando em blogs especializados os atrativos de cada lugar, defini quantos dias seriam necessários:

Bangkok: 4

Luang Prabang: 2

Hanoi: 2

Chiang Mai: 2

Koh Samui: 3

Koh Phangan: 2

Koh Phiphi: 4

Railay Beach: 2

Siem Reap: 3

Ainda sobraram uns dias, porque perde-se muito tempo com os deslocamentos. De Koh Phangan para Koh Phiphi, por exemplo, são 10 horas de viagem, entre ferrys, tuk tuks e ônibus. Mesmo assim, ainda fiquei com 3 dias livres para incluir mais um lugar no meu roteiro, que o Google Maps me mostrou depois de horas olhando para aquela região em busca de uma localidade: Sihanoukville, no Camboja. Pronto.

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Sihanoukville, Camboja

Como a Full Moon Party tem data e local exato para acontecer, o único trabalho foi espalhar todos esses destinos antes e depois da festa, em Koh Phangan, de acordo com o que ficava mais barato e mais prático em termos de deslocamento e logística.

E ficou assim: Bangkok-Luang Prabang – Hanói – Chiang Mai – Koh Samui – Koh Phangan – Koh Phiphi – Railay Beach – Siem Reap – Sihanoukville – Bangkok.

Ufa. Roteiro feito, passagens compradas. Procurei não pensar nas demais ilhas tailandesas que tive que abrir mão por causa da falta de tempo para não ficar com dor de cotovelo. Resolvi focar nos lugares escolhidos e o próximo passo era ver os vistos e exigências das fronteiras de cada país, mas isso eu conto no próximo post!

Entenda as monções asiáticas antes de planejar sua viagem

“Monções asiáticas” foi a primeira coisa que joguei no Google antes de começar a planejar minha viagem para o sudeste asiático. Antes mesmo de marcar minhas férias, afinal eu tinha que saber qual seria o mês ideal para viajar para lá, dentro das minhas possibilidades. Depois, quebrei a cabeça para encaixar o roteiro que eu queria dentro do calendário das monções. Indonésia ficou para a próxima, por exemplo, porque o mês que eu escolhi – novembro – já era época de monções por lá. Por outro lado, era o período ideal para conhecer a Tailândia (e mesmo assim conheci  as tais monções pessoalmente, durante alguns dias das férias).

Para ajudar um pouco quem está pensando em ir para lá, resolvi fazer este post explicando como as monções asiáticas funcionam. Primeiro de tudo:

O que são monções asiáticas?

Pense numa chuva torrencial. Multiplique isso por mil. Numa época do ano chove intensamente, noutra, vem a seca. Essa sazonalidade é explicada pela mudança da direção dos ventos de monções – do Oceano Índico para o continente (monção de verão) ou do continente para o oceano (monção de inverno). Quando as monções chegam é um festival de alagamentos, tempestades, raios e tufões. Coisa séria, mesmo.

Ok, então quando ir para a Ásia?

Depende. Para onde você quer ir? É que algumas épocas do ano são favoráveis para conhecer alguns lugares e desaconselháveis para visitar outros.

Vamos ao calendário, lembrando que mesmo na época seca é possível que você se depare com alguns dias de chuvas intensas e intermitentes, como foi o meu caso. Dos 32 dias de viagem, peguei chuva em 4 ou 5 dias, mas foi aquela senhora chuva…

Tailândia: Como o país possui dois mares diferentes, são duas monções. Costa oeste (Phuket, Koh Phi Phi, Krabi, etc): as monções vão de abril a outubro. Costa leste (Koh Samui, Koh Phangan, Koh Tao, etc): as monções vão de setembro a dezembro.

Laos: As monções vão de maio a novembro.

Camboja: As monções vão de maio a outubro, então a melhor época para conhecer é de novembro a abril.

Vietnam: As monções vão de maio a outubro e a época de furacões é de julho a novembro.

Indonésia: As monções vão de outubro a março.

Filipinas: As monções vão de maio a outubro.

Índia: As monções vão de julho a setembro.

Malásia: Assim como a Tailândia, a Malásia também tem duas monções. A costa leste tem monções de novembro a março e a costa oeste de maio a outubro.

Sri Lanka: Também tem duas monções. Sudoeste de maio a agosto e nordeste de outubro a janeiro.

Sul da China: As monções vão de abril a setembro.

 

Vale a pena levar esses períodos de monções em consideração antes de marcar sua viagem para lá, porque as monções podem estragar suas férias com tantos perrengues, além de serem perigosas.

Serendipity

Serendipity é uma palavra inglesa sem tradução no português que significa encontrar algo bom sem estar procurando; uma descoberta feliz ao acaso. Bom, foi exatamente isso o que aconteceu quando eu fui parar em Serendipity Beach, em Sihanoukville, no Camboja. É que o planejamento inicial da minha viagem seria ir para a Indonésia depois de Siem Reap, mas como final de novembro/março é a época de monção e com monção asiática a gente não brinca, a Indonésia foi deixada para outra oportunidade. Sendo assim, pra onde ir?

Myanmar e Cingapura foram as primeiras sugestões, mas logo desisti delas (a cidade que eu queria ir em Myanmar foi muito abalada por terremotos no final de setembro/início de outubro e Cingapura é muito cara e cheia de proibições). Só me restou abrir o Google Maps e procurar por um destino que fosse viável ali pela Ásia. Aí vi uma bolinha no litoral do Camboja e foi a primeira vez que me toquei que o Camboja tem litoral. Dei zoom e me deparei com a cidade de Sihanoukville. Depois de uma breve pesquisada, vi que as pessoas iam pra lá e faziam passeios para umas ilhas próximas que eram simplesmente maravilhosas! Vi que o point de Sihanoukville era Serendipity Beach. Serendipity. Eu, que sempre gostei dessa palavra e de seu significado, bati o martelo: tenho que ir pra lá! É um sinal!

O destino ainda é pouco conhecido pelos brasileiros. Só vi 2 blogs em português com dicas sobre o local e durante minha estadia não encontrei nenhum brazuca. É que na realidade Sihanoukville está começando a ser descoberta pelos turistas. É uma cidade extremamente pobre e a população, extremamente carente, tenta se aproveitar do turismo para melhorar de vida. Isso é chato para quem está de férias e olha que moro no RJ e estou super acostumada a ser abordada na praia e na rua por vendedores ambulantes. É que em Sihanoukville eles não só te abordam, eles tentam te convencer de todas as maneiras a comprar aquela miçanga ou a fazer a unha (sim, muitas mulheres passam nas praias pra vender serviços de manicure e pedicure, depilação…), mesmo você já tendo negado desde o início. Essa insistência é muito chata, mas completamente compreensível por causa da carência da população.

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Serendipity Beach é onde tudo acontece. Vários barzinhos na praia com música e DJ durante a noite, queima de fogos, lançamento de lanternas tailandesas, etc etc (tem até pubcrawl).  A praia em si não é muito limpa por causa disso e porque é lá que fica o píer, de onde saem os barcos para as ilhas próximas. Pra curtir uma praia por lá, preferi ir para Otres Beach (tem Otres 1 e Otres 2, fui nas duas!). A água é morninha, sem onda, sem peixes que te pinicam, tem infraestrutura caso você sinta fome, sede ou queira ir no banheiro e é bem perto de Serendipity Beach.

Obviamente aproveitei que estava em Sihanoukville e fiz um passeio de barco para conhecer as ilhas da região, Koh Rong, Koh Rong Samloem e Koh Thas. Encontrei em Koh Rong Samloem uma das praias mais lindas que já fui na vida! Areia branca e fofa, aquele mar com vários tons de azul, água calminha e morna, silêncio, praia deserta. Simplesmente maravilhosa. Lá eu só pensava: que serendipity! Que achado! Obrigada, Google Maps, por ter colocado aquela bolinha em cima de Sihanoukville! Rsrs

E é com essa descoberta maravilhosa que eu chego no fim da viagem e sigo novamente para Bangkok, para começar minha volta para casa.

Siem Reap: muito obrigada! 

Quando estava pesquisando sobre o Camboja, depois de fechar o roteiro da viagem, li a seguinte frase: ” O Camboja é um dos lugares mais perigosos que você conhecerá. Você vai se apaixonar.”

A partir daí minha curiosidade sobre o país aumentou bastante e queria entender o porquê dessa frase, já que a Tailândia me parecia bem mais encantadora e eu não tinha lido nenhuma afirmação parecida…

Em menos de 24h em Siem Reap eu já assinava embaixo da frase que havia lido sobre o Camboja. Que país! E que população! Dá vontade de abraçar todo mundo e levar pra casa!

O país tem uma história muito sofrida e um passado recente tão sangrento que eles tinham de tudo pra ser um povo rancoroso, desconfiado, amargurado… E o que se encontra são pessoas sorridentes, felizes, agradecidas, que não sabem o que fazer pra te agradar. Acho que eles estão felizes por estarem vivos e pelo pesadelo ter acabado – e não há felicidade mais genuína!

O Camboja pode não estar tão evoluído quanto a Tailândia em termos turísticos, mas o país já está bem organizado. Basta ver todo o esquema que eles montam pros turistas assistirem o nascer do Sol do Angkor Wat, um must see de Siem Reap!

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Angkor Wat é só um dos vários templos da cidade, você até se perde com tantas construções na temática pedras e árvores hehehe…Um mais lindo que o outro!

 

De noite, tive a honra de jantar no Haven, um restaurante que treina jovens órfãos e refugiados e os inserem no mercado de trabalho. Um lugar com uma energia tão maravilhosa e um trabalho tão lindo que é impossível não se emocionar. Fiquei tão impactada que no final virei até amiga da dona do lugar, a Sara! Que outras pessoas tenham a mesma iniciativa que ela teve em outros lugares, o mundo tá precisando de gente assim!

 

E pra quem pensava que no Camboja a coisa era só templos, árvores e pedras… a Pub Street tá aí pra mostrar que Siem Reap tem uma nightlife que não fala mal de ninguém! E com chopp a $0,50!!!

Senti tanto amor por aqui, tanta felicidade, tanta energia boa que é com muito aperto no coração que me despeço de Siem Reap rumo à Sihanoukville. Pelo menos ainda será Camboja e pelo menos será praia.

E de fato, Camboja é o país mais perigoso: me apaixonei de primeira; roubou meu coração.

Raaaaaaailaaaaaaaay 

Chegar em Railay é uma aventura. Quer dizer, se comparar com as 10h de viagem de Koh Phangan até Koh Phi Phi, Railay é mole, são só 2hrs de Ferry. O problema não é a viagem, mas a chegada em si. Na ilha só se navega com longtail, aqueles barcos de madeira da Tailândia. Então o Ferry para no meio do mar e os passageiros têm que pular com mala e tudo pro longtail. E é esse “com mala e tudo” que complica a chegada em Railay.

Recomendo ir pra lá de mochilão, mas se você é que nem eu e não tem ou resolveu viajar com mala de rodinhas, prepare-se para rezar pra mala não cair no mar, prepare-se para contar com a solidariedade dos outros e prepare-se para encher sua mala de areia. É que a chegada de quem vem de Phi Phi não é num píer, é na praia.

Imaginou meu drama? Pois é, Railay é uma aventura.

Uma coisa que me chamou atenção na ilha é que apesar de ser recomendado chegar de mochilão, não vi um único hostelzinho ou pousadinha simples: só resorts, hoteizões pomposos, etc etc. Nada que combine com um mochileiro. Meu hotel tinha piscina dentro do quarto e era um dos mais baratos, veja você!

Voltando pra parte aventureira de Railay, por lá é comum fazer escaladas e montanhismo, trilhas, etc etc. A galera curte ficar pendurada numa pedra. A praia Pra Nang Beach é minha preferida, mas ver o pôr do Sol da Railay West tem seus encantos.

Se cansar de ficar na ilha, tem opção de passeio por ilhas próximas. Resolvi fazer o das 4 ilhas e é aquela coisa de Tailândia: um paraíso do lado do outro!

A noite não é tão agitada quanto a de Phi Phi, mas não dá pra ser ignorada. O The Last Bar, em Railay East, faz as honras proporcionando lutas de muay thai, música ao vivo, shows com fogo e DJ. Dancei muito funk carioca lá, acredite se quiser!

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Pra ir embora da ilha é o mesmo esquema de lançamento de mala no longtail, mas de novo deu tudo certo, nada caiu no mar e já estou pronta pra ir pra Siem Reap, no Camboja. A curiosidade é grande. Algo me diz que vou gostar bastante do Camboja! Veremos…

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