7 dicas da Chapada dos Veadeiros

É de dica de viagem que vocês gostam, é dica de viagem que vocês vão ter neste post! Minha visita à Chapada dos Veadeiros foi em junho, mas acredite: o que vocês vão ler a seguir não fica desatualizado e será útil quando você resolver conhecer os lugares maravilhosos desse canto mágico do Goiás!

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Um passeio rápido pelo Cais do Sertão, no Recife

Minha viagem para Pernambuco foi no finalzinho de abril e eu até já dei algumas dicas aqui, mas… Senti necessidade de falar (antes tarde do que muito tarde, né) sobre um lugar que especialmente chamou minha atenção: o Museu Cais do Sertão!

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4 dias em Recife (e uma vida inteira querendo voltar pra lá)

“Recife eu te dou meu coração…” já cantava Lenine. E eu dou mesmo! Foi só passar um único feriado de 4 dias na cidade para me apaixonar completamente pelo lugar! Se você ainda não conhece Recife, aproveita as dicas que vou dar neste post para planejar o próximo feriado (ainda temos alguns feriados no segundo semestre, ô ano bom!). Vamos ao que interessa?

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Dicas para conhecer Inhotim

Com tantos feriados em 2017, fica irresistível não sair viajando por aí e uma opção que cabe no bolso e em um feriado de 3 dias é Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais. Pra quem não conhece, Inhotim é um museu a céu aberto, com dezenas de galerias de arte contemporânea, jardins maravilhosos, lagos e obras de artistas renomados espalhados pelos mais de 20km² do parque. Foi criado nos anos 80 por um empresário mineiro e aos poucos o instituto se transformou no que é hoje.

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Vamos às dicas!

Como chegar?

O Inhotim fica em Brumadinho, a 60km de Belo Horizonte. O melhor jeito de chegar é pegar um avião até BH e alugar um carro para seguir até Inhotim. Também é possível ir de ônibus, que sai da rodoviária de BH todos os dias às 8h30. Algumas hospedagens em Brumadinho oferecem serviço de transfer de BH até Brumadinho, então também pode ser uma opção na hora de consultar por hospedagens.

Ah, não tem ônibus do aeroporto para Inhotim.

Hospedagem:

Se você for visitar o Inhotim em apenas 1 dia (corrido demais), vale a pena se hospedar em BH e fazer bate-volta. Se você for fazer 2 ou 3 dias de tour, arrume uma hospedagem em Brumadinho. Fiquei no Hostel 70, em Brumadinho e super recomendo! Como eu também quis aproveitar um pouco de BH, reservei o último dia e meio do meu feriado para a cidade mineira e fiquei hospedada no Hostel Savassi (muito bem localizado).

Ingressos:

Como já adiantei acima, fazer 1 dia só de Inhotim é a maior correria. Tem que sair com tudo já programado do que você quer conhecer e correr com as visitas. Recomendo fazer em 2 dias para conhecer tudo com calma e aproveitar o parque, que é delicioso. Você pode comprar pela internet os ingressos no próprio site do Inhotim (http://www.inhotim.org.br) e, assim, evita de pegar filas.

O passaporte para 2 dias de visita custa R$76,00. Se você quiser ir em um dia só, custa R$40,00. Ah, e às quartas-feiras a entrada é gratuita (se não for feriado).

Horário de funcionamento:

O Instituto funciona de terça a domingo, de 9h30 às 16h30 (sendo que sábados, domingos e feriados ele fica aberto até 17h30).

O que visitar:

O parque é ENORME e a graça é se perder nos jardins e lagos, mas como mesmo com dois dias de visitação fica corrido, o ideal é você já programar as galerias/obras que quer conhecer.

O Inhotim é dividido em 3 circuitos: laranja, amarelo e rosa. No primeiro dia fiz o rosa, o amarelo e algumas coisas do laranja. No segundo, foquei no laranja, que pra mim é o que tem mais coisas legais pra ver – e também mais distantes.

Pra ajudar, vou listar aqui os que eu visitei nos dois dias:

Obras:

Troca-troca – Jarbas Lopes (A6)

By means of a Sudden Intuitive Realization – Olafur Eliasson (A8)

Square #5 – Helio Oiticica (A12)

Viewing Machine – Olafur Eliasson (A13)

Beam Drop Inhotim – Chris Burden (A14)

Narcissus Garden – Yayoi Kusama (A17)

Elevazione – Giuseppe Penone (A21)

Galerias:

Galeria True Ruge (G2)

Galeria Cildo Meireles (G5)

Galeria Adriana Varejão (G7)

Doug Aitken (G10)

Matthew Barney (G12)

Valeska Soares (G14)

Galeria Cosmococa (G15) – a que eu mais gostei! ❤

Marilá Dardot (G17) – a das letrinhas que todo mundo tira foto quando vai, rsrs

Galeria Lygia Pape (G20)

Galeria Claudia Andujar (G23)

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Pra comer no Inhotim:

O Inhotim tem alguns restaurantes e cafés espalhados pelo parque, mas vou ser bem direta na melhor relação custo-benefício: no Café das Flores, perto da recepção, coma o MELHOR PÃO DE QUEIJO DA SUA VIDA! Pra almoçar, escolha o Restaurante Oiticica, no circuito rosa, perto da recepção também. É o mais barato do parque e é bem gostoso.

Agora pega todas essas dicas e se planeja pra ir, porque vale MUUUUUITO! Estou louca pra voltar!

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Sudeste Asiático: habemus planilha!

Desde que voltei de viagem, uma das perguntas que eu mais ouço é: “quanto custa, mais ou menos, fazer uma viagem para o sudeste asiático?”. A outra pergunta que eu mais ouço é: “me ajuda a planejar?”. Para solucionar essas dúvidas de uma vez, eis que finalmente disponibilizarei minha planilha! (download: Planilha Babi Gazal – Sudeste Asiatico 2016)

Nela vocês encontram informações sobre passagens & deslocamentos; hospedagens e roteiro.

Já adianto que em Luang Prabang (Laos), Koh Samui (Tailândia) e Siem Reap (Camboja)  não tive custos com hospedagem, mas se alguém quiser dicas sobre isso nesses lugares, manda uma mensagem que eu consigo ajudar!

Bom, vamos à planilha! Na primeira aba vocês vão se deparar com um calendário de novembro de 2016, que foi quando eu viajei. Foi a partir desse calendário que eu organizei tudo. Depois de montar o roteiro (contei nesse post), comprei as passagens e preenchi esse cronograma com os locais em que eu estaria em cada dia do mês de novembro. Com isso em mãos, fica mais fácil visualizar as diárias necessárias em cada lugar para reservar os hostels/hotéis.

Hospedagens reservadas, vamos à segunda aba! Como viajei com uma amiga, os quartos eram todos duplos. Nos hostels optamos por quartos duplos com banheiro privativo, então se você quiser dividir quarto e banheiro com mais gente, será mais barato. No total, deu 2702 reais (2 pessoas).

Na aba seguinte temos os roteiros e programações de cada local e também o valor de algumas atrações compradas antecipadamente. Na última aba coloquei o descritivo de todos os deslocamentos, de valor da passagem até número do vôo. A passagem de ida e volta Rio de Janeiro – Bangkok saiu por R$3.400,00 (pra duas pessoas sai R$6.800,00). Os trechos internos, contando inclusive deslocamentos de ferry, saíram por U$1560,66 (convertendo para o real dá mais ou menos R$5150,18 (duas pessoas).

Então vamos aos cálculos:

Transporte: R$6.800,00 + R$5.150 = R$11.950

Hospedagem: R$2.702

Total: R$14.652 (passagens e hospedagens para duas pessoas – R$7.326 pra cada)

Como o dinheiro que você vai gastar lá pode variar muito (depende se você alugar um barco só pra você ou dividir com amigos de Hostel pros passeios em Phiphi; depende se você quiser comer em um bom restaurante ou em uma barraquinha na rua, etc etc), resolvi não estipular um valor. Considere que você vai gastar entre R$11 mil e R$14 mil reais, portanto faça um planejamento financeiro para essa quantia.

A planilha é cheia de detalhes e o ideal é que vocês analisem tudo com calma. Estou aqui para esclarecer qualquer dúvida!

Sudeste Asiático: Vistos e outras providências

Continuando a série de posts sobre o sudeste asiático, depois de olhar o calendário de monções e definir seu roteiro, o próximo passo é se preocupar com vistos e vacinas dos países que você resolveu visitar. No meu caso: Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja.

Para entrar na Tailândia, nós brasileiros não precisamos de visto, mas temos que ter o certificado internacional da vacina contra febre amarela (expliquei como faz para conseguir esse certificado aqui). E eles exigem MESMO. A primeira coisa que você vai fazer ao desembarcar no aeroporto tailandês é ir ao departamento de Health Control mostrar seu certificado e preencher um formulário (eles vão pedir alguns dados burocráticos seus e perguntar sobre sua saúde, do tipo “teve febre nas últimas duas semanas?”, “sentiu dor de cabeça nos últimos dias?”etc etc). Só depois desse procedimento é que você vai se encaminhar ao controle de passaportes.

Já o Laos exige visto para brasileiros. Na verdade o Laos exige visto pra 192 países! A boa notícia é que você só precisa se preocupar com isso ao desembarcar lá. Leve uma foto 3×4 e separe U$30. Ao chegar é só preencher um formulário, pagar e entregar a foto 3×4 para as autoridades locais. Esqueceu a foto 3×4? Calma! Pague U$1 pela foto no local e respire aliviado. O visto é válido por 30 dias.

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Quem também exige visto é o Vietnã e eu já vou avisando: você vai passar um bom tempo providenciando o visto ao chegar no país. Se quiser arrumar o visto daqui do Brasil, basta solicitar para a Embaixada. Como fiquei com medo de enviar meu passaporte para Brasília, resolvi pegar o visto ao chegar no Vietnã (visa on arrival), mas não foi tão simples quanto no Laos. A primeira coisa que deve ser feita é, daqui do Brasil e com certa antecedência, solicitar uma pré-autorização (http://visa-vietnam.vn/en). Com ela você consegue tirar seu visto do Vietnã ao chegar no aeroporto. O visto custa U$25, fora o valor que você pagar pela pré-autorização (paguei U$18). Leve 2 fotos e prepare-se para ficar quase 1hr no aeroporto só pra resolver isso. Não aconselho entrar no Vietnã de outro jeito que não pelo aeroporto. Se no aero é chato de conseguir, por vias terrestres disseram que é mil vezes pior.

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O Camboja é outro que pede visto de entrada para brasileiros e é outro que você consegue providenciar no aeroporto. Basta preencher um formulário ao desembarcar, pagar U$30 e entregar 2 fotos para as autoridades. Mas não se preocupe, não é tão chato e demorado quanto o Vietnã!

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Resumindo:

Tailândia: exige vacina contra febre amarela

Laos: exige visto; U$ 30; levar foto

Vietnã: exige visto; levar pré-autorização; U$25, levar foto

Camboja: exige visto; levar foto; U$30

 

Como fazer seu roteiro pelo sudeste asiático?

Eu sei. Voltei de viagem em dezembro do ano passado e estou devendo vários posts com dicas sobre o sudeste asiático. É que foi tanta correria com o final do ano, carnaval, aniversário e afins que não consegui parar pra organizar essas dicas. Mas vamos lá: antes tarde do que muito tarde.

Resolvi começar com dicas para montar o roteiro pelo sudeste asiático porque foi uma das primeiras coisas que tive que definir. Tem gente que gosta de viajar sem muito planejamento, só com passagem de ida e volta pro Brasil, e admiro muito essas pessoas, mas infelizmente meu espírito aventureiro ainda não chegou nesse ponto. Gosto de sair do país com tudo praticamente certo, inclusive os roteiros em cada cidade (mas sou flexível nas escolhas, um dia escrevo sobre isso, hehe).

Voltando ao roteiro… Quando se trata de viajar para a Ásia, a não ser que você tenha pelo menos dois meses de férias, terá que escolher entre um paraíso e outro. Acredite: isso dói. Dá pra passar um mês inteirinho só na Tailândia e você ainda não conseguirá desfrutar de todos os lugares maravilhosos que o país oferece. Ficar olhando fotos no Google para tentar escolher é uma tortura, então o melhor conselho que posso te dar é: saiba suas prioridades. Tem gente que gosta mais das praias, tem gente que gosta mais dos templos, tem gente que gosta mais das festas e tem gente que curte de tudo um pouco. Me incluo na categoria de pessoas que gostam de tudo um pouco. Por isso, tive que dividir meus dias para conhecer um pouco das praias, das festas e dos templos. Tive 30 dias de férias, que unidos a um final de semana e a uma folga (obrigada, chefe!) se transformaram em 32 dias. Eu não queria ficar só na Tailândia, então também tive que me dividir entre outros países que gostaria de conhecer naquela região.

O primeiro ponto foi olhar o calendário de monções (já falei sobre elas aqui) e elencar os países que tinha curiosidade. Tailândia, Vietnã, Laos, Camboja, Indonésia, Malásia, Filipinas. Com o calendário de monções em mãos, tive que deixar para outro ano minha viagem para Indonésia, Filipinas e Malásia. Eis que meu quarteto mágico havia se formado e agora eu precisava definir os lugares que eu gostaria de conhecer na Tailândia, no Laos, no Vietnã e no Camboja.

Confesso que o Laos nunca foi um grande sonho, mas tinha a belíssima oportunidade de ficar hospedada no Belmond La Residence Phou Vao, em Luang Prabang, então o país foi confortavelmente escolhido para fazer parte do roteiro. No Vietnã, me falaram muito das praias, mas como praia eu já iria aproveitar na Tailândia, resolvi priorizar minha ida à Halong Bay, patrimônio histórico da Unesco. Com isso, minha ida para Hanói ficou certa, porque eu faria o passeio de lá. No Camboja, meu sonho era ver o nascer do sol em Angkor Wat, então Siem Reap foi escolhida.

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Mount Phousi, Luang Prabang, Laos
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Halong Bay, Vietnã
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Nascer do Sol em Angkor Wat, Camboja

 

Eleger os lugares na Tailândia foi o mais difícil. Para facilitar, escrevi numa folha de papel todos os cantinhos daquele país que eu sonhava em conhecer: Maya Bay, Koh Phiphi, Koh Phangan (por causa da Full Moon Party), Bangkok, Chiang Mai, Koh Tao… quanto mais eu pesquisava sobre o país, mais lugares eu incluía na lista e meu problema só aumentava, afinal eu não teria tantos dias assim. Então, tive que colocar minhas prioridades em cena: eu chegaria e sairia de Bangkok (a cidade, aliás, funciona como um hub no sudeste asiático, porque muitos vôos têm conexão lá). Eu fazia questão de conhecer a praia do filme do Leonardo Di Caprio, Maya Bay, então Koh Phiphi também foi pro roteiro. Também fazia questão de participar da Full Moon Party em Koh Phangan, que em Novembro, mês que eu fui, coincide com a Festa das Lanternas, em Chiang Mai. Mas resolvi incluir Chiang Mai mesmo assim porque eu fazia questão de visitar uma reserva de elefantes.

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Maya Bay, Koh Phiphi
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Poda Island, Krabi, Tailândia
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Chiang Mai, Tailândia
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Bangkok, Tailândia
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Koh Phangan, Tailândia
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Koh Samui, Tailândia

Pesquisando em blogs especializados os atrativos de cada lugar, defini quantos dias seriam necessários:

Bangkok: 4

Luang Prabang: 2

Hanoi: 2

Chiang Mai: 2

Koh Samui: 3

Koh Phangan: 2

Koh Phiphi: 4

Railay Beach: 2

Siem Reap: 3

Ainda sobraram uns dias, porque perde-se muito tempo com os deslocamentos. De Koh Phangan para Koh Phiphi, por exemplo, são 10 horas de viagem, entre ferrys, tuk tuks e ônibus. Mesmo assim, ainda fiquei com 3 dias livres para incluir mais um lugar no meu roteiro, que o Google Maps me mostrou depois de horas olhando para aquela região em busca de uma localidade: Sihanoukville, no Camboja. Pronto.

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Sihanoukville, Camboja

Como a Full Moon Party tem data e local exato para acontecer, o único trabalho foi espalhar todos esses destinos antes e depois da festa, em Koh Phangan, de acordo com o que ficava mais barato e mais prático em termos de deslocamento e logística.

E ficou assim: Bangkok-Luang Prabang – Hanói – Chiang Mai – Koh Samui – Koh Phangan – Koh Phiphi – Railay Beach – Siem Reap – Sihanoukville – Bangkok.

Ufa. Roteiro feito, passagens compradas. Procurei não pensar nas demais ilhas tailandesas que tive que abrir mão por causa da falta de tempo para não ficar com dor de cotovelo. Resolvi focar nos lugares escolhidos e o próximo passo era ver os vistos e exigências das fronteiras de cada país, mas isso eu conto no próximo post!