Bookcrossing e a arte de esquecer um livro

Levar um livro para ler no avião enquanto viaja e esquecer no bolsão da poltrona da frente. Emprestar um livro para um amigo e esquecer qual foi o amigo (e o safadinho nunca te devolver). Simplesmente perder o livro em algum lugar.

São só três exemplos de situações que envolvem livros e apego. Eu já passei por elas e, em todas, sentia uma enorme sensação de perder uma parte de mim. Sim, tenho uma profunda conexão com os livros que leio. Faço anotações pessoais, releio várias páginas, coloco data de início e término da leitura e no fim, o livro termina na minha estante.

Na estante? Para nunca mais ser lido? Aquele livro que tem tanto de mim e que mudou algo na minha vida? Não pode ser!

Foi então que comecei a participar de um movimento que é muito mais que apenas desapego. Um movimento de levar cultura, experiência e – por que não? – um pouco de carinho para alguém. Esse movimento é o Bookcrossing, que nada mais é que uma forma criativa de doar um livro para alguém, sem saber quem.

Para participar é super simples:

  • Leia um livro da forma como você gosta – parece simples, mas as pessoas ultimamente só querem mesmo é olhar para telas e, quando leem livros, ficam com medo de interagir com eles (anotações, por exemplo, coisa que eu AMO fazer).
  • Escreva uma dedicatória explicando o que significa Bookcrossing e pedindo para a próxima pessoa continuar o movimento – eu gosto de também deixar uma mensagem de positividade para quem achar e quem sabe fazer a diferença no dia da pessoa
  • Perca o livro – adoro deixar em aeroportos, porque todo mundo sempre tem tempo para ler algo no avião, mas use sua imaginação!
  • Não assine – isso não é uma regra, mas é uma forma de exercitar o “fazer o bem sem saber a quem”, já que você estará fazendo isso sem esperar nada em troca (nem mesmo o reconhecimento).

Alguns exemplos de mensagens:

Pronto!

Você levará conhecimento, criatividade e quem sabe um pouquinho de você para outra pessoa. E o melhor de tudo, de forma totalmente livre, porque no fundo no fundo você nunca saberá onde esse pedacinho de você mesmo foi parar. Quem sabe ele não foi lá realizar o seu sonho de conquistar o mundo?

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Autor: Lucy

Formada em Publicidade & Propaganda, é curiosa de nascença e carteirinha. Ah, e apaixonada também: por viagens, por gastronomia, por moda, por marketing e tudo mais de curioso o mundo tiver para oferecer! S2

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