Sobre o que (não) esperar dessa coluna

Falar sobre vida saudável é muito fácil. Minha mãe sempre diz que sou uma nutricionista frustrada, porque amo falar sobre nutrientes, funcionamento do corpo e saúde (mas juro que nas horas vagas sou legal).

Falar sobre viagem é muito gostoso. A cada post eu literalmente viajo nas memórias e lembro de todos os momentos que vivi, restaurantes onde fui e pessoas que conheci.

Falar sobre moda é inspirador. Logo eu, que mal abro uma revista de moda, de vez em quando me pego interessada num assunto aqui e outro ali sobre as passarelas (e na vida real faço tudo ao contrário).

Dar dicas é tipo a minha vida. Não consigo passar um diazinho sem falar para alguém algo como “você já foi naquele restaurante?” ou “sabia que se você clicar aqui, o resultado é esse?”.

Falar sobre as boas do findi é falar sobre a minha galera. É mostrar para o mundo o que eu, se fosse mil pessoas em uma, faria quando não fosse dia útil.

Falar sobre mim …………….

É, uma coisa tenho certeza: falar sobre mim definitivamente nunca irá consumir apenas os seis minutos que levei para escrever tudo isso aí em cima. Muito menos vai exigir uma pesquisa no Google ou uma “sugestão de pauta” de um amigo.

Falar sobre mim sempre será aquela pane no sistema. Olhar para a tela em branco, cursor piscando e pensar: caracoles, que diabos eu quero falar para esse mundo? Que diabos eu penso desse mundo? Que diabos sou eu? Que diabos eu estou falando diabos se nem em diabos eu acredito? Oi?

Mas, por incrível que pareça, falar sobre mim mesmo com essa confusão mental e com o trabalho que dá para pensar e podar é o que mais me dá prazer hoje em dia. Não estou falando que sou egocêntrica e vou falar literalmente sobre mim, fiquem tranquilos. A verdade é que tenho visto que compartilhar minha forma de olhar o mundo muitas vezes pode mudar o mundo de outra pessoa (se assim ela quiser e concordar).

Então por aqui, de minha parte, esperem tudo. Esperem crônicas, esperem experiências reais, esperem textos vazios que não dizem absolutamente nada (como esse aqui em cima), esperem uma pessoa apaixonada pela vida, esperem um ser revoltado com o mundo, esperem alguém cheio de convicções, esperem alguém totalmente perdido nessa vida. Esperem alguém real, falando assim de igual para igual. Ou não esperem nada.

Aliás, decidi: não esperem. Viver uma vida sem expectativas sobre tudo faz com que esse tudo seja sempre surpresa. Não é a graça da vida? ❤

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Autor: Lucy

Formada em Publicidade & Propaganda, é curiosa de nascença e carteirinha. Ah, e apaixonada também: por viagens, por gastronomia, por moda, por marketing e tudo mais de curioso o mundo tiver para oferecer! S2

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