BudaFCKNPeste

De um lado, Buda e suas colinas, sua tranquilidade residencial, seu Castelo, sua Citadella e a melhor vista da cidade. Do outro, Peste, com sua agitação urbana, seu comércio, seus restaurantes, sua vida noturna e o tão famoso Parlamento. No meio, um rio Danúbio esverdeado e suas pontes de mais de trezentos metros de expansão. Em ambos os lados, um idioma incompreensível e uma moeda tão complicada que os locais pediam desculpa a cada vez que convertia meus euros em forints húngaros. Nunca vi tantos zeros juntos em um mesmo papel-moeda. Haja matemática. E haja disposição também: duas cidades em uma e o desafio está lançado – conhecer Budapeste é praticamente um teste de resistência física.

Quando o tempo é curto e a cidade tem muita coisa para se ver, nada melhor do que começar a explorar com um freewalking tour. Nos primeiros minutos, enquanto contava a história de Budapeste, o guia nos alertou sobre a máfia romena, que rondava os turistas pedindo dinheiro. Foi quando caiu minha ficha: estou no leste europeu. Nunca pensei que precisaria ficar de olho na máfia romena, mas lá estava eu colocando toda a minha sagacidade de carioca em prática.

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Parlamento de Budapeste

No walkingtour, além dos pedintes mafiosos e da história da cidade, conheci o Castelo de Buda, o Bastião dos Pescadores e a Igreja de São Mateus, todos no lado Buda. Conheci também a Basílica de Santo Estevão e admirei o exterior do icônico Parlamento, já no lado Peste. Aliás, nem sei dizer quantas vezes fui de Buda para Peste e de Peste para Buda pela Ponte das Correntes, pela Ponte da Liberdade ou pela Ponte Elizabeth. Só sei que o visual era compensador a cada vez: Budapeste é linda. No walkingtour também aprendi como se deve atravessar a rua por lá: olha no olho do motorista, atravessa rezando para que ele pare o carro e, no final, um gesto de agradecimento por ter sobrevivido.

 

Bom, após esse primeiro contato com a Rainha do Danúbio, hora de conhecer a culinária local em um restaurante perto da Grande Sinagoga, a maior da Europa. Garçom, um prato de Goulash (ensopado de carne de porco ou vitelo bem temperado com páprica) e uma Soproni bem gelada, por favor. Depois do almoço, uma voltinha pela Elizabeth Square e o tour pela capital da Hungria continuou com a Casa do Terror. O prédio foi cenário de muitas torturas e mortes; sede do partido fascista e, depois, sede dos soviéticos. A TerrorHáza agora é um museu e conta com detalhes essa parte cruel da história. O clima é bem pesado, mas a visita é indispensável.

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Casa do Terror

Fim do tour do terror, fim do dia. O jeito foi seguir de lá até a Praça dos Heróis pela Andrássyutca e curtir o anoitecer no Parque da Cidade, logo atrás da praça. Aliás, nesse parque é possível encontrar o maior complexo de banho termal da Europa: Széchenyi. Pois é, Budapeste é famosa pelos banhos termais e, nos sábados de verão, a boa é curtir as festas nas piscinas de águas quentes.

No restante da minha estadia, conheci o Parlamento por dentro, em uma visita guiada; vi o memorial aos judeus húngaros mortos durante a Segunda Guerra Mundial (“Sapatos às margens do Danúbio”); me diverti no Labirinto do Castelo; tirei fotos panorâmicas do alto da Colina Gellért; conheci o Monumento da Libertação e fiz um delicioso passeio pela Margaret Island.

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Budapeste vista do alto da Colina Gellért

E se você acha que com tanta coisa assim faltou energia para experimentar a vida noturna de Budapeste, está muito enganado. É que a noite da capital da Hungria com seus bares em ruínas é um capítulo à parte. Prefiro contar depois.

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Autor: Babi

Carioca, DJ, botafoguense, comunicadora, viajante e sonhadora que quando fica inspirada brinca de ser escritora.

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